Hoje de manha soube que minha tia faleceu. A Maria Luiza, na verdade prima da minha mae, morava em S. J. do Rio Preto a mais de 25 anos, era uma lutadora, guerreira. Durona e dura na queda, de perfil forte, sem rodeios, direta, assertiva, pontual e ao mesmo tempo sensivel, perceptiva. Essa era a Isa que conheci e que muito me ajudou a crescer. Em varios sentidos. Era uma "tia" com T maiusculo. Separou-se do marido com os filhos pequenos e criou os dois homens incriveis: Uriel e Eliau. Criei o habito de visita-la uma ou duas vezes por ano. Ir para o "interior" me fazia um bem... Ficar com pessoas que levam uma vida de ritmo diferente, raciocinio diferente, relaçoes diferentes, mais proximas, mais simples e honestas, sem esperar nada em troca. Lembro que certa vez passei o final de ano por la, o jantar era na casa da vizinha da frente. Estavamos eu e minha irma encontrando pessoas pela primeira vez e, no meio de uma conversa um convite para visitar a fazenda de alguem! Onde em sao paulo ocorreria um convite desses? Impensavel! Assim, de sopetao! Tamanha a entrega entre as pessoas. Encantador. Algo que muito me cativa, o contato entre as pessoas, livre de pré-julgamentos e desconfiança de quem vive numa cidade como Sao Paulo. Encerra-seum ciclo, mas o aprendizado com ela permanece. Obrigada Isa.
Dias depois um amigo dela manda email com o seguinte poema:
DESPEDIDA PARA UMA AMIGA
E quando o amanhã chegar,E aquela porta eu abrir
Tu, no lugar não vais estar
Mas tua presença vou sentir
Todos momentos guardaremos
Deixa cair essa lágrima contida
Pelo bom passado que já vivemos
Nossa vida, teve pequenos nadas
E, um ou outro momento importante
Dados por sentimentos que não eram fadas
Que nos deixaram esta amizade cintilante
terça-feira, 25 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Que nem tubarao
Sou peixão mas ontem nadei que nem um tubarão. Que orgulho! Quase um kilometro de travessia.
Um ano atras começei a praticar hidroginastica por indicaçao - e falta de opção - medica.
Dores nas costas restringiram minhas opçoes esportivas e endorfinicas e para evitar ou ao menos, minimizar qualquer tipo de impacto nas articulaçoes me foi recomendado hidro-ginastica como a opçao derradeira. Derradeira para moi porque nunca fui muito la de "agua". Sou sagitariana, ao contrario, fogo! rss Bom, mas retomando, mesmo fazendo hidro minhas costinhas ainda doiam vez ou outra e, com uma crise apos uma viagem de 6 horas de onibus nao segurei a onda e busquei algo talvez "mais" light. Comecei a nadar apenas. Pelo menos era algo sem impacto e que poderia praticar no meu ritmo, sem ter que seguir a musica batidao da hidro; que por sinal era uma aula muito boa. Comecei a nadar ha 7 meses e aos poucos fui descobrindo o que seria "nadar" propriamente. Nadar para mim era apenas crawn, peito e costas e so. Borboleta nem pensar ja que as costas nao guentam. Ainda masi depois do nadador Cesar Cielo ganha ouro nos 50 metros livre nas olimpiadas de Pequim, e claro que fiquei estimulada. E começei a curtir assistir nataçao na televisao. É claro que a transmissao olimpica ajudava, e muito a gostar da "coisa". A começar pela aquitetura do "cubo d´água", da filmagem submersa, das vestimentas dos nadadores dos corpos torneados como tubarões para ter o menor atrito possivel com a agua. Enfim, um show de esporte.
Um ano atras começei a praticar hidroginastica por indicaçao - e falta de opção - medica.
Dores nas costas restringiram minhas opçoes esportivas e endorfinicas e para evitar ou ao menos, minimizar qualquer tipo de impacto nas articulaçoes me foi recomendado hidro-ginastica como a opçao derradeira. Derradeira para moi porque nunca fui muito la de "agua". Sou sagitariana, ao contrario, fogo! rss Bom, mas retomando, mesmo fazendo hidro minhas costinhas ainda doiam vez ou outra e, com uma crise apos uma viagem de 6 horas de onibus nao segurei a onda e busquei algo talvez "mais" light. Comecei a nadar apenas. Pelo menos era algo sem impacto e que poderia praticar no meu ritmo, sem ter que seguir a musica batidao da hidro; que por sinal era uma aula muito boa. Comecei a nadar ha 7 meses e aos poucos fui descobrindo o que seria "nadar" propriamente. Nadar para mim era apenas crawn, peito e costas e so. Borboleta nem pensar ja que as costas nao guentam. Ainda masi depois do nadador Cesar Cielo ganha ouro nos 50 metros livre nas olimpiadas de Pequim, e claro que fiquei estimulada. E começei a curtir assistir nataçao na televisao. É claro que a transmissao olimpica ajudava, e muito a gostar da "coisa". A começar pela aquitetura do "cubo d´água", da filmagem submersa, das vestimentas dos nadadores dos corpos torneados como tubarões para ter o menor atrito possivel com a agua. Enfim, um show de esporte.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Encontro
Semana passada conheci um rapaz no casamento de uma amiga. E não é que começamos a conversar e ele começou a me encantar? Fora o belo par de olhos azuis adornados por longos cílios que pareciam esculpidos com curvex, tinha muita historia pra contar. E começou me cativando contando sobre sua ida a Grécia, aos dezoito anos, atrás de uma namorada que conheceu por aqui. Papo vai, papo vem, papo gostoso, inteligente, às vezes desafiador e surpreendente rendeu uma troca de atenção mútua, da qual varias vezes me desviava por timidez. Mas logo voltava o olhar e buscava atenção novamente. Uma medida da qual não sabia a dose, mas sabia que a queria. Após algum tempo ele iria embora pois veio acompanhando um amigo dos noivos. Ao que eles partiam, iriam ao local onde costumo dançar aos finais de semana e, naquele dia uma amiga comemorava o aniversário no mesmo local. Ótima desculpa para deixar o casamento e partir em direção ao baile. O desejo me guiava. Parti sem muita explicação, mas com vontade. Isso era fato! Vontade de experimentar algo novo, e algo me atraia fortemente nessa direção. Lá chegando fui cumprimentando os amigos e apresentando o Fabio. Comecei a lhe ensinar alguns passos de dança, um pouco sem jeito eu, e ele ate que se virava bem. Saia um pouco e voltava. Também queria mostrar que sabia dançar e conseqüentemente, seduzir. Ficamos tentando os passos que aos poucos saiam. E num dessas passos eis que a volta de um giro resultou em um beijo. Um beijo natural, no tempo certo, suave, agradável e carinhoso. Depois, mais um pouco de beijo. Depois sentei com uns amigos, ele foi ao toallete e na volta abaixou, beijei sua bochecha e ele beijou minha boa. Na saída, nosso amigo comum e cúmplice, o Cesar, atende o telefone - era a namorada - e para distrair, mais beijos. Ao lado do carro, antes de partir, mais beijo e uma vontade de não largar mais. Nesse meio tempo, ainda dançando me pediu o telefone, ao que lhe ofereci meu cartão de visitas. Passei a segunda feira feliz da vida e ansiosa por um contato. Quando será que o faria? E qual não foi minha surpresa, ao final da tarde desse mesmo dia receber uma mensagem por celular que dizia: "aposto que pensou que levaria uma semana para entrar em contato, se o fizesse!". Parei! Feliz! Que gostoso! Que delicia! Caprichei na resposta:"Que delicia receber sua mensagem a caminho de casa. Saiba que ganhastes uma estrelinha de premio!"
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