E vamos passar a virada do ano na cidade maravilhosa!
E assim foi resolvido dia 25 de dezembro. Os preços eram abusivos e tivemos a sorte de encontrar um pacote na pousada Lagoon. O destino e Ilha da Gigóia, sim, eu disse Gigóia e não gibóia... Onde fica isso? Em algum lugar da Barra da Tijuca.
As críticas ao local eram variadas, acesso, instalações, café da manha.
Descobrimos que era uma ilhota onde não entram carros e o acesso era de balsa, uma travessia de 3 minutos. Great! Nem parecia a cidade do Rio.
29/12
Chegamos na cidade no final da tarde e passamos pela zona norte, vendo um pouco da vida na periferia. Chegando na Barra passamos em frente o camping onde Ale esteve 10 anos atras com direito a foto!
Chegamos na pousada no inicio da noite e a orientação era estacionar ao lado da ilha, atrás do prédio da Unimed e do shopping Barra Point e que o valor era de 20,00 pois o acesso é de balsa. Na prática a teoria era outra... Uma opção era estacionar no shopping ou atrás de prédios comerciais, um pouco distantes em local aberto e sem segurança. Paramos no Shopping.
Por sorte "my man" trouxe um carrinho para levar as malas ate a balsa, o que foi uma mão na roda, em todos os sentidos!
E de bagagem extra 4 cocos comprados em Madureira para tomar "em casa".
Entramos na ilha, as pessoas se cumprimentam, uma mesinha com artesanato a venda, ruelas estreitas, casas geminadas, um mercadinho com legumes, frutas e biscoitos, um bar - point da ilha - uma mini padaria, um boteco de esquina, um parquinho e um lugar de comida caseira.
Nossa pousada fica na avenida dos Colibris. O calor e umidade são intensos. O ar-condicionado funciona perfeitamente!
Passeamos pela ilha, moradores jantando "na rua" sentados na cadeira do lado de fora, e outra rua uma venda de bebidas discreta entre as casas e uma gata com filhotes tricolores.
30/12
Dia seguinte, preparo para Niteroi, no Museu de Arte Contemporânea de Niemeyer. Vale a pena, belos ângulos e construção surpreendente. Museu muito quente, alguns quadros de Lygia Clark e muito sol.
Descemos para Icaraí, estacionamos na "zona azul" , 3,00 por duas horas de estacionamento e batemos perna por uma rua com lojas bonitas, algo parecido com a Oscar Freire de São Paulo. Viramos para a orla e nada de interessante por la, nenhum bar, apenas um boteco de esquina que nos chamou a atenção pelo cheiro de frango assado.
Paramos num mercadinho e compramos um refrigerante típico de Niterói “Mineirinho” bebida de guaraná e chapéu de couro - o que é isso não sei, e um queijo fresco “Dona Rosa” comprado ao acaso quando o senhor na frente da fila estava com um pedaço do dito cujo em mãos, Alexandre mais do que rapidamente foi buscar um pedaço para nosso deleite.
Almoçamos por lá, uma boa pedida antes de voltar com uma bela vista da ponte Rio-Niterói.
Refresco na pousada e no final da tarde saímos para a praia na Barra. Estacionamos num lugar fino, ao lado da pizzaria Bráz e do restaurante Gero.
Praia nublada, ótimo! Assim gostamos! Canga estendida e vista do movimento, nuvens cinzentas ao fundo e mar verde a azul com céu cinza e laranja.
Caminhamos um pouco sob um chuvisco refrescante e paramos para uma generosa porção de camarão. No caminho de volta demos uma passada no mercado "Zona Sul" e levamos prosciutto, cerejas e geléia de blueberry dinamarquesa feita na Polônia! Coisa fina para comer "em casa".
De volta a pousada, capotagem geral, boa noite.
31/12
Bom dia último dia do ano!
Café da manha e back to bed, sem hora pra nada. Eis que então mister Alex sugere um almoço inusitado, na "Rocinha". E lá vamos nós!
Pegamos o ônibus errado e fomos parar no terminal Alvorada, no final da Barra da Tijuca. Terminal grande com a Cidade da Musica ao fundo, obra recente e imponente de concreto aparente. Opa, rimou!
Entramos no ônibus que segue pela Avenida das Américas, passa pelo Túnel do Joá e para no pé da Rocinha.
De fora avistam-se vários restaurantes e comércios e muito movimento, parece um formigueiro, um tipo de Sahara do Rio ou Bom Retiro de São Paulo.
Atravessamos a passarela e passamos em frente ao centro esportivo e cultural local. Alexandre precisava fazer uma ligação profissional e procuramos um telefone "de cartão"! Lembra disso! Tinha um cartão fazendo aniversário na carteira, compramos mais dois para garantir credito para falar.
Mas, não ligue agora! Encontramos um orelhão em frente uma barbearia! E bem abaixo do orelhão tinha um tiozinho sentado em frente uma mesinha com apetrechos de manicure.
Pensamos que o tiozinho era dono do negocio mas... não ligue gora! Ele aguardava a manicure! Eis que o empresário Alexandre se debruça sobre o cavalheiro a cuidar das cutículas para se informar sobre o andamento do seu lucrativo e trabalhoso negocio.
Ligação feita, damos um role na parte de baixo da Rocinha pacificada a procura de uma feijoada, era quarta feira. Mas a feijoada rola de sábado, então mudamos os planos para um almoço japonês, num pequenino, ajeitado e refrigerado restaurante com decoração sino-nipônica. Comemos bem, Lex se deu bem, pediu um temaki de camarão, com generosos camarões empanados de dar água na boca. E um combinado de 40 peças que nos deixou muito satisfeitos.
Na volta para "casa" uma passada num camelódromo ao lado do ponto de ônibus, de tudo um pouco, roupas, bonés, eletrônicos, e a chuva começou, para refresco geral da nação.
Para ceia de ano novo tivemos queijo "Dona Rosa" importado de Niterói. Eita queijo bom! Queijo branco firme, salgado e cheio de bolhas. E teve mais! Prosciutto, cerejas, torradas de gergelim e geleia fina de cassis.
Alimentados, partimos para o ponto de ônibus, que passavam direto e lotados. Parou um "frescão", o executivo com ar condicionado de 13 contos. Consegui um lugar, Alex veio no colo.
Saltamos em Copacabana e caminhamos para a praia, eram 21:30hs. Ruas movimentadas, show rolando e nos acomodamos sobre uma canga atrás de uma família sentada em cadeiras de praia. Nosso lugar era estratégico, protegidos pelas cadeiras, ninguém passava na nossa frente. Levamos uvas e cerejas para brindar o novo ano. Pouco a pouco a praia ia lotando e os espaços eram preenchidos por um clima vibrante onde predominavam os tons amarelo e branco. A dez minutos da virada nos levantamos, guardamos a canga na sacola e o show de fogos de artifício começou. Foram explosões de cores e figuras sobre o céu negro com navios ao fundo. Simplesmente lindo, especial e contagiante! Desenhos e mais desenhos se formavam, uma chuva prateada, estrelas vermelhas, galhos dourados! Uma orquestra de luzes e explosões de 20 minutos.
Caminhamos até a beira do mar para ver as oferendas a Iemanjá, muitos pulavam ondas, outros mergulhavam. Molhamos os pés para abençoar o ano novo e caminhamos descalços pela Avenida Atlântica em meio a multidão. Sentamos para colocar o sapato, entramos numa travessa e paramos num pequeno bar onde comemos um sanduiche de pernil e tomamos uma cerveja. Salvou a pátria! Seguimos para o ponto de ônibus de retorno, muitas pessoas aguardavam, e nehu onibus passava, sendo assim decidimos caminhar em Ipanema e bingo! Para nossa sorte la estavam os ônibus!
Adentramos o frescão, sentamos e demoramos a sair com o ônibus lotadísismo. Muito sono, muito trânsito num trajeto que levou quase duas horas, mas chegamos bem, quase 4 da manhã. Feliz Ano Novo!
01/01
Dia primeiro, preguiça geral, café da manha e volta para a cama. Saímos para jogar boliche no Barra shopping mas só a praça de alimentação funcionava. Shopping bonito, corredores amplos e um átrio com iluminação natural com uma bela decoração de natal. Parada para almoço.
E foi no Bobs a primeira refeição do ano, lanchonete que é sucesso na cidade do Rio de Janeiro. Comemos bem e caminhamos para o terminal Alvorada para pegar uma carona para apraia. Encontramos uma sombra ao lado de um bar-lounge com som agradável. Relax sobre a canga, um gole de água de coco.
No caminho para casa paramos numa farmácia e eis que damos de cara com amigos! Damos aquele abraço apertado e combinamos um passeio para o dia seguinte.
02/01
Café da manha e saída para o terminal Alvorada, pegar um ônibus ate a Ilha do Fundão, para encontrar Ana e Gilmar. Pegamos a linha de cabo a rabo, ônibus expresso, R$ 3,00, poucas paradas e ar condicionado. Seguimos pela Av. Ayrton Senna e em pouco mais de uma hora passamos por Jacarepaguá, Taquara, Vaz Lobo, Irajá, Penha, Alemão, ate a Ilha do Fundão, a Cidade Universitária do Rio. De lá seguimos para Petrópolis, serra bonita e cheia de curvas, cidade agradável, maior do que esperávamos, ruas margeando um rio com pequenas pontes de acesso para cada residência. Casas de bom tamanho, muito verde e um pouco de brisa e nuvens. Almoçamos num restaurante/ lanchonete estilo Alemão, parece que houve colonização eslava na região percebida pelo estilo das construções. Alem de ser residência de verão do imperador Dom Pedro II. Sim, residência de verão pois o calor na baixada é intenso.
Comemos uma salada de batata com salsichão, e partimos para o Museu Imperial.
Belíssimo local, jardins amplos e impecáveis, construções com pintura rósea que pode ser notada através dos gradis de quem passa pela rua.
Ingresso na mão, vamos para a fila de entrada sob neblina e chuviscos. Para visitar o Museu Imperial é necessário colocar uma pantufa e deslizar pelos salões. Salões que retratam a vida da época, móveis ornamentados, com as iniciais do usuário entalhadas no alto de poltronas e escrivaninhas, paredes revestidas de tecido, mesas com pés rebuscados, molduras no teto com o tema de cada sala, na sala de musica eram notas musicais.
De volta para a baixada, terminal do fundão, terminal alvorada e de volta pra casa. Um bom banho e uma porção de filé acebolado no bar da ilha de despedida.
03/01
Café da manha, arrumar as malas e partir. Passamos em Copacabana para visitar uma rotisseria casher mas não foi possível estacionar. Partimos para o centro em busca de feijoada, sem sucesso. Avistamos o Museu de Arte do Rio integrando dois predios de decadas distantes e passamos pelas ruas do entorno da Praça Mauá. Demos uma bela suada pelo centro e pelo mercado popular Sahara. Paramos para comer um franguinfo no KFC e dar um refrescada. Depois dessa, estrada era o nosso destino.
***
Curiosidades sobre a cidade maravilhosa.
No Rio o transito flui sem muita ordem, as pessoas dirigem e mudam de faixa quando querem, sem sinalizar, e ninguém buzina.
No Rio na zona sul você passa por avenidas entre morros, com mata atlântica a sua volta o tempo todo.
Ha também avenidas elevadas que passam por tuneis onde cada entrada e saída e uma surpresa.
Apesar de não sinalizarem mudança de faixa, os motoristas acendem os faróis nos tuneis.
Ao entrar no túnel do Já pode-se avistar a favela da Rocinha ao fundo, subindo o morro. Ao sair dele a vista se estende pela praia de São Conrado. Após o túnel Zulu Angel chega-se a uma avenida elevada, que lembra o “Minhocão” de São Paulo, mas ladeada por mata atlântica.
Na zona norte pouco verde, corredores de ônibus e linhas de trem, construções inacabadas, comercio local intenso, mercados de grande porte, pracinhas com barraca de flores e senhores jogando conversa fora.
Na zona sul edificações residenciais antigas com comercio no térreo, poucos lugares para estacionar, as frente dos prédios ficam tomadas por veículos, apenas o acesso de garagens ficam livres.
frescao para ir a copacabana
esperando a festa
queima
procurando onibus para voltar
transito em sao conrado
dia primeiro
carro trancado no shopping
barra shopping
no bowling
bob's
praia
farmacia Ana e Gil
no dinner
dia 2


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