quarta-feira, 19 de março de 2008
New job. Really new!
Semana passada mudei de trabalho. Após cinco anos na "mesma" empresa, mudei. Isso porque dois anos átrás também saí e voltei. Costumo dizer que estava a cinco anos na mesma empresa e que queria sair há quatro anos! Nesse interim muita coisa se passou, muita expectativa rolou, muitas despedidas "internas". Sim, internas por que, por dentro eu me despedia do old job pois queria tanto mudar que de certa forma me antecipava. Mas essa antecipação era devido a ansiedade, vontade de mudar, quase um desespero por mudança. E não era so mundança de ambiente; era mudança de pessoal, de linguagem, de modos, de metodologia de trabalho e por ai vai. Ainda preciso escrever um tratado a respeito... Mudança de espaço de trabalho, espaço condizente com o trabalho de arquitetura - uma mesa para abrir plantas, um computador, uma cadeira adequada para longos períodos sentada, um ambiente propício para o desenvolvimento de raciocínio. Estava eu "encaixada" na sala da diretoria, num cantinho até que simpático mas..... o telefone tocava, a secretária entrava, fazia pagamento e cobrança, tirava extrato pedindo licensa no computador em que estava, atendia o telefone sem fio e o deixava por todos os cantos da sala. Ah, tinha também a visita de clientes para pagar - eram poucos - ligações mil para cobrar clientes, sem contar quando o engenheiro de obra pintava lá soltando os cachorros, desabafando o coração e delegando - diga-se tirando o dele da reta - para todo mundo quebrar o galho dele. Subterfugios mil, tem gente que é mestre nisso! Mas fora isso - e de onde vem esses "causos" tem muito mais - tinha a parte interpessoal, o esquema do tipo familiar; com aspectos bons e outros nem tanto. O bom era que a qualquer hora podia pintar um bolo e um café informal, num dia mais estressado podia rolar uma tarde livre para arejar as idéias. Mas tinha tambem os filhos e agregados que "mamavam", ou melhor "mamam" nas tetas da vaca leiteira. Tinha visita da "pastora" pedindo ajuda para reformar sei la onde, e tudo de favor, sem custo algum. Complicado fazer o bem, seja la a quem... Hoje, vinte dias após a mudança começo a prestar atenção em fatores que antes eram empecilhos – a meu ver - para a mudança. O fato de voltar a trabalhar com auto cad, ao invés de vectorworks por exemplo, um programa muito mais fácil e ágil do que o cad mas que 95% da área de arquitetura e construção utiliza. Ate q não tenho tido grandes problemas pois a pratica volta e ainda aprendo coisas novas onde fiquei defasada. Também achei que teria dificuldades em não encontrar os serviços que costumava achar no Brás como sapateiro, costureira, mecânico e por ai vai. Mas nada que, com o tempo não se encontre e se adapte. Tinha o habito de sair as obras e no meio do caminho descobrir pechinchas e oportunidades únicas e confesso, achei que não conseguiria viver sem isso mas, consigo sim! E ainda por cima economizo pois o Brás e uma tentação constante, embevecedor ate. Outra coisa que estou reaprendendo é almoçar em grupo. Por conta de trabalhar com a mesma equipe de três senhores durante quatro anos seguidos e perceber suas piadas repetitivas e infames, me esquivei de contato extra-oficial com os mesmos pois um era o “fofoquinha” outro era “testemunha de Jeová” e o outro era o “resmungão” dos sete anões. Tem hora que cansa o dia a dia girando em torno disso, ou seja, da vida dos outros, sendo “os outros” esses três personagens caricatos. Ou será que eu era louca e noa sabia? Achava que a loucura estava nos outros??? Guess not....
quinta-feira, 6 de março de 2008
Pink Helmet
Tenho notado ultimamente uma nova moda nas ruas. Moda "motociclistica". E é claro que, falando em moda, pensamos em mulheres, afinal quem dita a moda? Para quem é feita a moda? Quem é o grande público consumidor de mora? "Uma nota maestro!" e "Qual é a música?" E a moda agora é capacete rosa. Uma graça por sinal, o que torna mais fácil a identificação do condutor, pois hoje temos "meninas ao guidão" também! Ou seria guidon em francais? Ulalá!!! Mas, afora esse comentário tem outra coisa a respeito da questão motoqueiros de plantão; a questão da condição diferenciada que a Prefeitura deu aos senhores motocas. Uma condição que favorece aos pilotos em caso de acidentes ou colisões mas, os mesmos não são nada zelosos ao dirigir. Muito pelo contrário, arriscam manobras, abusam da sua mobilidade e ainda acham que os veículos têm que dar passagem e estender o tapete vermelho porque eles querem passar! Convenhamos, direção defensiva deve ser para carros e motos. Um deve zelar pela segurança do outro. Mas o que acontece é justamente o oposto. Cada um por si e olha lá! O resto que se f*! Onde está a gentileza, ocuidado para com o próximo? Será artigo raro de se encontra hoje em dia? Falano nisso lembrei de uma histório que uma amiga do trabalho contou outro dia. ela mora em Itaquaquecetuba - longe - e pega o trem para vir trabalhar; e conta que, por dois dias seguidos viu um casal que se encontra no trem. Um casal de namorados. A menina está no trem e aguarda o namorado entrar no vagão. Ao encontrá-la senta-se ao seu lado e tira da sacola um lanche e um suco embalados só pra ela. E lá ela toma o desjejum. Não é lindo? E o casal deve ter por volta de vinte e poucos anos de idade. Ainda existe, e há de existir gentileza na face da terra!
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