Há viagens que surgem e te chamam. E um belo dia minha amiga Nicholle manda um email avisando que vai se casar! Nos EUA! E que ficaria muito feliz com a minha presença.
Judiadimim
um desabafo do "dia-a-dia cotidiano habitual"
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Happy New Rio
E vamos passar a virada do ano na cidade maravilhosa!
E assim foi resolvido dia 25 de dezembro. Os preços eram abusivos e tivemos a sorte de encontrar um pacote na pousada Lagoon. O destino e Ilha da Gigóia, sim, eu disse Gigóia e não gibóia... Onde fica isso? Em algum lugar da Barra da Tijuca.
As críticas ao local eram variadas, acesso, instalações, café da manha.
Descobrimos que era uma ilhota onde não entram carros e o acesso era de balsa, uma travessia de 3 minutos. Great! Nem parecia a cidade do Rio.
29/12
Chegamos na cidade no final da tarde e passamos pela zona norte, vendo um pouco da vida na periferia. Chegando na Barra passamos em frente o camping onde Ale esteve 10 anos atras com direito a foto!
Chegamos na pousada no inicio da noite e a orientação era estacionar ao lado da ilha, atrás do prédio da Unimed e do shopping Barra Point e que o valor era de 20,00 pois o acesso é de balsa. Na prática a teoria era outra... Uma opção era estacionar no shopping ou atrás de prédios comerciais, um pouco distantes em local aberto e sem segurança. Paramos no Shopping.
Por sorte "my man" trouxe um carrinho para levar as malas ate a balsa, o que foi uma mão na roda, em todos os sentidos!
E de bagagem extra 4 cocos comprados em Madureira para tomar "em casa".
Entramos na ilha, as pessoas se cumprimentam, uma mesinha com artesanato a venda, ruelas estreitas, casas geminadas, um mercadinho com legumes, frutas e biscoitos, um bar - point da ilha - uma mini padaria, um boteco de esquina, um parquinho e um lugar de comida caseira.
Nossa pousada fica na avenida dos Colibris. O calor e umidade são intensos. O ar-condicionado funciona perfeitamente!
Passeamos pela ilha, moradores jantando "na rua" sentados na cadeira do lado de fora, e outra rua uma venda de bebidas discreta entre as casas e uma gata com filhotes tricolores.
30/12
Dia seguinte, preparo para Niteroi, no Museu de Arte Contemporânea de Niemeyer. Vale a pena, belos ângulos e construção surpreendente. Museu muito quente, alguns quadros de Lygia Clark e muito sol.
Descemos para Icaraí, estacionamos na "zona azul" , 3,00 por duas horas de estacionamento e batemos perna por uma rua com lojas bonitas, algo parecido com a Oscar Freire de São Paulo. Viramos para a orla e nada de interessante por la, nenhum bar, apenas um boteco de esquina que nos chamou a atenção pelo cheiro de frango assado.
Paramos num mercadinho e compramos um refrigerante típico de Niterói “Mineirinho” bebida de guaraná e chapéu de couro - o que é isso não sei, e um queijo fresco “Dona Rosa” comprado ao acaso quando o senhor na frente da fila estava com um pedaço do dito cujo em mãos, Alexandre mais do que rapidamente foi buscar um pedaço para nosso deleite.
Almoçamos por lá, uma boa pedida antes de voltar com uma bela vista da ponte Rio-Niterói.
Refresco na pousada e no final da tarde saímos para a praia na Barra. Estacionamos num lugar fino, ao lado da pizzaria Bráz e do restaurante Gero.
Praia nublada, ótimo! Assim gostamos! Canga estendida e vista do movimento, nuvens cinzentas ao fundo e mar verde a azul com céu cinza e laranja.
Caminhamos um pouco sob um chuvisco refrescante e paramos para uma generosa porção de camarão. No caminho de volta demos uma passada no mercado "Zona Sul" e levamos prosciutto, cerejas e geléia de blueberry dinamarquesa feita na Polônia! Coisa fina para comer "em casa".
De volta a pousada, capotagem geral, boa noite.
31/12
Bom dia último dia do ano!
Café da manha e back to bed, sem hora pra nada. Eis que então mister Alex sugere um almoço inusitado, na "Rocinha". E lá vamos nós!
Pegamos o ônibus errado e fomos parar no terminal Alvorada, no final da Barra da Tijuca. Terminal grande com a Cidade da Musica ao fundo, obra recente e imponente de concreto aparente. Opa, rimou!
Entramos no ônibus que segue pela Avenida das Américas, passa pelo Túnel do Joá e para no pé da Rocinha.
De fora avistam-se vários restaurantes e comércios e muito movimento, parece um formigueiro, um tipo de Sahara do Rio ou Bom Retiro de São Paulo.
Atravessamos a passarela e passamos em frente ao centro esportivo e cultural local. Alexandre precisava fazer uma ligação profissional e procuramos um telefone "de cartão"! Lembra disso! Tinha um cartão fazendo aniversário na carteira, compramos mais dois para garantir credito para falar.
Mas, não ligue agora! Encontramos um orelhão em frente uma barbearia! E bem abaixo do orelhão tinha um tiozinho sentado em frente uma mesinha com apetrechos de manicure.
Pensamos que o tiozinho era dono do negocio mas... não ligue gora! Ele aguardava a manicure! Eis que o empresário Alexandre se debruça sobre o cavalheiro a cuidar das cutículas para se informar sobre o andamento do seu lucrativo e trabalhoso negocio.
Ligação feita, damos um role na parte de baixo da Rocinha pacificada a procura de uma feijoada, era quarta feira. Mas a feijoada rola de sábado, então mudamos os planos para um almoço japonês, num pequenino, ajeitado e refrigerado restaurante com decoração sino-nipônica. Comemos bem, Lex se deu bem, pediu um temaki de camarão, com generosos camarões empanados de dar água na boca. E um combinado de 40 peças que nos deixou muito satisfeitos.
Na volta para "casa" uma passada num camelódromo ao lado do ponto de ônibus, de tudo um pouco, roupas, bonés, eletrônicos, e a chuva começou, para refresco geral da nação.
Para ceia de ano novo tivemos queijo "Dona Rosa" importado de Niterói. Eita queijo bom! Queijo branco firme, salgado e cheio de bolhas. E teve mais! Prosciutto, cerejas, torradas de gergelim e geleia fina de cassis.
Alimentados, partimos para o ponto de ônibus, que passavam direto e lotados. Parou um "frescão", o executivo com ar condicionado de 13 contos. Consegui um lugar, Alex veio no colo.
Saltamos em Copacabana e caminhamos para a praia, eram 21:30hs. Ruas movimentadas, show rolando e nos acomodamos sobre uma canga atrás de uma família sentada em cadeiras de praia. Nosso lugar era estratégico, protegidos pelas cadeiras, ninguém passava na nossa frente. Levamos uvas e cerejas para brindar o novo ano. Pouco a pouco a praia ia lotando e os espaços eram preenchidos por um clima vibrante onde predominavam os tons amarelo e branco. A dez minutos da virada nos levantamos, guardamos a canga na sacola e o show de fogos de artifício começou. Foram explosões de cores e figuras sobre o céu negro com navios ao fundo. Simplesmente lindo, especial e contagiante! Desenhos e mais desenhos se formavam, uma chuva prateada, estrelas vermelhas, galhos dourados! Uma orquestra de luzes e explosões de 20 minutos.
Caminhamos até a beira do mar para ver as oferendas a Iemanjá, muitos pulavam ondas, outros mergulhavam. Molhamos os pés para abençoar o ano novo e caminhamos descalços pela Avenida Atlântica em meio a multidão. Sentamos para colocar o sapato, entramos numa travessa e paramos num pequeno bar onde comemos um sanduiche de pernil e tomamos uma cerveja. Salvou a pátria! Seguimos para o ponto de ônibus de retorno, muitas pessoas aguardavam, e nehu onibus passava, sendo assim decidimos caminhar em Ipanema e bingo! Para nossa sorte la estavam os ônibus!
Adentramos o frescão, sentamos e demoramos a sair com o ônibus lotadísismo. Muito sono, muito trânsito num trajeto que levou quase duas horas, mas chegamos bem, quase 4 da manhã. Feliz Ano Novo!
01/01
Dia primeiro, preguiça geral, café da manha e volta para a cama. Saímos para jogar boliche no Barra shopping mas só a praça de alimentação funcionava. Shopping bonito, corredores amplos e um átrio com iluminação natural com uma bela decoração de natal. Parada para almoço.
E foi no Bobs a primeira refeição do ano, lanchonete que é sucesso na cidade do Rio de Janeiro. Comemos bem e caminhamos para o terminal Alvorada para pegar uma carona para apraia. Encontramos uma sombra ao lado de um bar-lounge com som agradável. Relax sobre a canga, um gole de água de coco.
No caminho para casa paramos numa farmácia e eis que damos de cara com amigos! Damos aquele abraço apertado e combinamos um passeio para o dia seguinte.
02/01
Café da manha e saída para o terminal Alvorada, pegar um ônibus ate a Ilha do Fundão, para encontrar Ana e Gilmar. Pegamos a linha de cabo a rabo, ônibus expresso, R$ 3,00, poucas paradas e ar condicionado. Seguimos pela Av. Ayrton Senna e em pouco mais de uma hora passamos por Jacarepaguá, Taquara, Vaz Lobo, Irajá, Penha, Alemão, ate a Ilha do Fundão, a Cidade Universitária do Rio. De lá seguimos para Petrópolis, serra bonita e cheia de curvas, cidade agradável, maior do que esperávamos, ruas margeando um rio com pequenas pontes de acesso para cada residência. Casas de bom tamanho, muito verde e um pouco de brisa e nuvens. Almoçamos num restaurante/ lanchonete estilo Alemão, parece que houve colonização eslava na região percebida pelo estilo das construções. Alem de ser residência de verão do imperador Dom Pedro II. Sim, residência de verão pois o calor na baixada é intenso.
Comemos uma salada de batata com salsichão, e partimos para o Museu Imperial.
Belíssimo local, jardins amplos e impecáveis, construções com pintura rósea que pode ser notada através dos gradis de quem passa pela rua.
Ingresso na mão, vamos para a fila de entrada sob neblina e chuviscos. Para visitar o Museu Imperial é necessário colocar uma pantufa e deslizar pelos salões. Salões que retratam a vida da época, móveis ornamentados, com as iniciais do usuário entalhadas no alto de poltronas e escrivaninhas, paredes revestidas de tecido, mesas com pés rebuscados, molduras no teto com o tema de cada sala, na sala de musica eram notas musicais.
De volta para a baixada, terminal do fundão, terminal alvorada e de volta pra casa. Um bom banho e uma porção de filé acebolado no bar da ilha de despedida.
03/01
Café da manha, arrumar as malas e partir. Passamos em Copacabana para visitar uma rotisseria casher mas não foi possível estacionar. Partimos para o centro em busca de feijoada, sem sucesso. Avistamos o Museu de Arte do Rio integrando dois predios de decadas distantes e passamos pelas ruas do entorno da Praça Mauá. Demos uma bela suada pelo centro e pelo mercado popular Sahara. Paramos para comer um franguinfo no KFC e dar um refrescada. Depois dessa, estrada era o nosso destino.
***
Curiosidades sobre a cidade maravilhosa.
No Rio o transito flui sem muita ordem, as pessoas dirigem e mudam de faixa quando querem, sem sinalizar, e ninguém buzina.
No Rio na zona sul você passa por avenidas entre morros, com mata atlântica a sua volta o tempo todo.
Ha também avenidas elevadas que passam por tuneis onde cada entrada e saída e uma surpresa.
Apesar de não sinalizarem mudança de faixa, os motoristas acendem os faróis nos tuneis.
Ao entrar no túnel do Já pode-se avistar a favela da Rocinha ao fundo, subindo o morro. Ao sair dele a vista se estende pela praia de São Conrado. Após o túnel Zulu Angel chega-se a uma avenida elevada, que lembra o “Minhocão” de São Paulo, mas ladeada por mata atlântica.
Na zona norte pouco verde, corredores de ônibus e linhas de trem, construções inacabadas, comercio local intenso, mercados de grande porte, pracinhas com barraca de flores e senhores jogando conversa fora.
Na zona sul edificações residenciais antigas com comercio no térreo, poucos lugares para estacionar, as frente dos prédios ficam tomadas por veículos, apenas o acesso de garagens ficam livres.
frescao para ir a copacabana
esperando a festa
queima
procurando onibus para voltar
transito em sao conrado
dia primeiro
carro trancado no shopping
barra shopping
no bowling
bob's
praia
farmacia Ana e Gil
no dinner
dia 2
E assim foi resolvido dia 25 de dezembro. Os preços eram abusivos e tivemos a sorte de encontrar um pacote na pousada Lagoon. O destino e Ilha da Gigóia, sim, eu disse Gigóia e não gibóia... Onde fica isso? Em algum lugar da Barra da Tijuca.
As críticas ao local eram variadas, acesso, instalações, café da manha.
Descobrimos que era uma ilhota onde não entram carros e o acesso era de balsa, uma travessia de 3 minutos. Great! Nem parecia a cidade do Rio.
29/12
Chegamos na cidade no final da tarde e passamos pela zona norte, vendo um pouco da vida na periferia. Chegando na Barra passamos em frente o camping onde Ale esteve 10 anos atras com direito a foto!
Chegamos na pousada no inicio da noite e a orientação era estacionar ao lado da ilha, atrás do prédio da Unimed e do shopping Barra Point e que o valor era de 20,00 pois o acesso é de balsa. Na prática a teoria era outra... Uma opção era estacionar no shopping ou atrás de prédios comerciais, um pouco distantes em local aberto e sem segurança. Paramos no Shopping.
Por sorte "my man" trouxe um carrinho para levar as malas ate a balsa, o que foi uma mão na roda, em todos os sentidos!
E de bagagem extra 4 cocos comprados em Madureira para tomar "em casa".
Entramos na ilha, as pessoas se cumprimentam, uma mesinha com artesanato a venda, ruelas estreitas, casas geminadas, um mercadinho com legumes, frutas e biscoitos, um bar - point da ilha - uma mini padaria, um boteco de esquina, um parquinho e um lugar de comida caseira.
Nossa pousada fica na avenida dos Colibris. O calor e umidade são intensos. O ar-condicionado funciona perfeitamente!
Passeamos pela ilha, moradores jantando "na rua" sentados na cadeira do lado de fora, e outra rua uma venda de bebidas discreta entre as casas e uma gata com filhotes tricolores.
30/12
Dia seguinte, preparo para Niteroi, no Museu de Arte Contemporânea de Niemeyer. Vale a pena, belos ângulos e construção surpreendente. Museu muito quente, alguns quadros de Lygia Clark e muito sol.
Descemos para Icaraí, estacionamos na "zona azul" , 3,00 por duas horas de estacionamento e batemos perna por uma rua com lojas bonitas, algo parecido com a Oscar Freire de São Paulo. Viramos para a orla e nada de interessante por la, nenhum bar, apenas um boteco de esquina que nos chamou a atenção pelo cheiro de frango assado.
Paramos num mercadinho e compramos um refrigerante típico de Niterói “Mineirinho” bebida de guaraná e chapéu de couro - o que é isso não sei, e um queijo fresco “Dona Rosa” comprado ao acaso quando o senhor na frente da fila estava com um pedaço do dito cujo em mãos, Alexandre mais do que rapidamente foi buscar um pedaço para nosso deleite.
Almoçamos por lá, uma boa pedida antes de voltar com uma bela vista da ponte Rio-Niterói.
Refresco na pousada e no final da tarde saímos para a praia na Barra. Estacionamos num lugar fino, ao lado da pizzaria Bráz e do restaurante Gero.
Praia nublada, ótimo! Assim gostamos! Canga estendida e vista do movimento, nuvens cinzentas ao fundo e mar verde a azul com céu cinza e laranja.
Caminhamos um pouco sob um chuvisco refrescante e paramos para uma generosa porção de camarão. No caminho de volta demos uma passada no mercado "Zona Sul" e levamos prosciutto, cerejas e geléia de blueberry dinamarquesa feita na Polônia! Coisa fina para comer "em casa".
De volta a pousada, capotagem geral, boa noite.
31/12
Bom dia último dia do ano!
Café da manha e back to bed, sem hora pra nada. Eis que então mister Alex sugere um almoço inusitado, na "Rocinha". E lá vamos nós!
Pegamos o ônibus errado e fomos parar no terminal Alvorada, no final da Barra da Tijuca. Terminal grande com a Cidade da Musica ao fundo, obra recente e imponente de concreto aparente. Opa, rimou!
Entramos no ônibus que segue pela Avenida das Américas, passa pelo Túnel do Joá e para no pé da Rocinha.
De fora avistam-se vários restaurantes e comércios e muito movimento, parece um formigueiro, um tipo de Sahara do Rio ou Bom Retiro de São Paulo.
Atravessamos a passarela e passamos em frente ao centro esportivo e cultural local. Alexandre precisava fazer uma ligação profissional e procuramos um telefone "de cartão"! Lembra disso! Tinha um cartão fazendo aniversário na carteira, compramos mais dois para garantir credito para falar.
Mas, não ligue agora! Encontramos um orelhão em frente uma barbearia! E bem abaixo do orelhão tinha um tiozinho sentado em frente uma mesinha com apetrechos de manicure.
Pensamos que o tiozinho era dono do negocio mas... não ligue gora! Ele aguardava a manicure! Eis que o empresário Alexandre se debruça sobre o cavalheiro a cuidar das cutículas para se informar sobre o andamento do seu lucrativo e trabalhoso negocio.
Ligação feita, damos um role na parte de baixo da Rocinha pacificada a procura de uma feijoada, era quarta feira. Mas a feijoada rola de sábado, então mudamos os planos para um almoço japonês, num pequenino, ajeitado e refrigerado restaurante com decoração sino-nipônica. Comemos bem, Lex se deu bem, pediu um temaki de camarão, com generosos camarões empanados de dar água na boca. E um combinado de 40 peças que nos deixou muito satisfeitos.
Na volta para "casa" uma passada num camelódromo ao lado do ponto de ônibus, de tudo um pouco, roupas, bonés, eletrônicos, e a chuva começou, para refresco geral da nação.
Para ceia de ano novo tivemos queijo "Dona Rosa" importado de Niterói. Eita queijo bom! Queijo branco firme, salgado e cheio de bolhas. E teve mais! Prosciutto, cerejas, torradas de gergelim e geleia fina de cassis.
Alimentados, partimos para o ponto de ônibus, que passavam direto e lotados. Parou um "frescão", o executivo com ar condicionado de 13 contos. Consegui um lugar, Alex veio no colo.
Saltamos em Copacabana e caminhamos para a praia, eram 21:30hs. Ruas movimentadas, show rolando e nos acomodamos sobre uma canga atrás de uma família sentada em cadeiras de praia. Nosso lugar era estratégico, protegidos pelas cadeiras, ninguém passava na nossa frente. Levamos uvas e cerejas para brindar o novo ano. Pouco a pouco a praia ia lotando e os espaços eram preenchidos por um clima vibrante onde predominavam os tons amarelo e branco. A dez minutos da virada nos levantamos, guardamos a canga na sacola e o show de fogos de artifício começou. Foram explosões de cores e figuras sobre o céu negro com navios ao fundo. Simplesmente lindo, especial e contagiante! Desenhos e mais desenhos se formavam, uma chuva prateada, estrelas vermelhas, galhos dourados! Uma orquestra de luzes e explosões de 20 minutos.
Caminhamos até a beira do mar para ver as oferendas a Iemanjá, muitos pulavam ondas, outros mergulhavam. Molhamos os pés para abençoar o ano novo e caminhamos descalços pela Avenida Atlântica em meio a multidão. Sentamos para colocar o sapato, entramos numa travessa e paramos num pequeno bar onde comemos um sanduiche de pernil e tomamos uma cerveja. Salvou a pátria! Seguimos para o ponto de ônibus de retorno, muitas pessoas aguardavam, e nehu onibus passava, sendo assim decidimos caminhar em Ipanema e bingo! Para nossa sorte la estavam os ônibus!
Adentramos o frescão, sentamos e demoramos a sair com o ônibus lotadísismo. Muito sono, muito trânsito num trajeto que levou quase duas horas, mas chegamos bem, quase 4 da manhã. Feliz Ano Novo!
01/01
Dia primeiro, preguiça geral, café da manha e volta para a cama. Saímos para jogar boliche no Barra shopping mas só a praça de alimentação funcionava. Shopping bonito, corredores amplos e um átrio com iluminação natural com uma bela decoração de natal. Parada para almoço.
E foi no Bobs a primeira refeição do ano, lanchonete que é sucesso na cidade do Rio de Janeiro. Comemos bem e caminhamos para o terminal Alvorada para pegar uma carona para apraia. Encontramos uma sombra ao lado de um bar-lounge com som agradável. Relax sobre a canga, um gole de água de coco.
No caminho para casa paramos numa farmácia e eis que damos de cara com amigos! Damos aquele abraço apertado e combinamos um passeio para o dia seguinte.
02/01
Café da manha e saída para o terminal Alvorada, pegar um ônibus ate a Ilha do Fundão, para encontrar Ana e Gilmar. Pegamos a linha de cabo a rabo, ônibus expresso, R$ 3,00, poucas paradas e ar condicionado. Seguimos pela Av. Ayrton Senna e em pouco mais de uma hora passamos por Jacarepaguá, Taquara, Vaz Lobo, Irajá, Penha, Alemão, ate a Ilha do Fundão, a Cidade Universitária do Rio. De lá seguimos para Petrópolis, serra bonita e cheia de curvas, cidade agradável, maior do que esperávamos, ruas margeando um rio com pequenas pontes de acesso para cada residência. Casas de bom tamanho, muito verde e um pouco de brisa e nuvens. Almoçamos num restaurante/ lanchonete estilo Alemão, parece que houve colonização eslava na região percebida pelo estilo das construções. Alem de ser residência de verão do imperador Dom Pedro II. Sim, residência de verão pois o calor na baixada é intenso.
Comemos uma salada de batata com salsichão, e partimos para o Museu Imperial.
Belíssimo local, jardins amplos e impecáveis, construções com pintura rósea que pode ser notada através dos gradis de quem passa pela rua.
Ingresso na mão, vamos para a fila de entrada sob neblina e chuviscos. Para visitar o Museu Imperial é necessário colocar uma pantufa e deslizar pelos salões. Salões que retratam a vida da época, móveis ornamentados, com as iniciais do usuário entalhadas no alto de poltronas e escrivaninhas, paredes revestidas de tecido, mesas com pés rebuscados, molduras no teto com o tema de cada sala, na sala de musica eram notas musicais.
De volta para a baixada, terminal do fundão, terminal alvorada e de volta pra casa. Um bom banho e uma porção de filé acebolado no bar da ilha de despedida.
03/01
Café da manha, arrumar as malas e partir. Passamos em Copacabana para visitar uma rotisseria casher mas não foi possível estacionar. Partimos para o centro em busca de feijoada, sem sucesso. Avistamos o Museu de Arte do Rio integrando dois predios de decadas distantes e passamos pelas ruas do entorno da Praça Mauá. Demos uma bela suada pelo centro e pelo mercado popular Sahara. Paramos para comer um franguinfo no KFC e dar um refrescada. Depois dessa, estrada era o nosso destino.
***
Curiosidades sobre a cidade maravilhosa.
No Rio o transito flui sem muita ordem, as pessoas dirigem e mudam de faixa quando querem, sem sinalizar, e ninguém buzina.
No Rio na zona sul você passa por avenidas entre morros, com mata atlântica a sua volta o tempo todo.
Ha também avenidas elevadas que passam por tuneis onde cada entrada e saída e uma surpresa.
Apesar de não sinalizarem mudança de faixa, os motoristas acendem os faróis nos tuneis.
Ao entrar no túnel do Já pode-se avistar a favela da Rocinha ao fundo, subindo o morro. Ao sair dele a vista se estende pela praia de São Conrado. Após o túnel Zulu Angel chega-se a uma avenida elevada, que lembra o “Minhocão” de São Paulo, mas ladeada por mata atlântica.
Na zona norte pouco verde, corredores de ônibus e linhas de trem, construções inacabadas, comercio local intenso, mercados de grande porte, pracinhas com barraca de flores e senhores jogando conversa fora.
Na zona sul edificações residenciais antigas com comercio no térreo, poucos lugares para estacionar, as frente dos prédios ficam tomadas por veículos, apenas o acesso de garagens ficam livres.
frescao para ir a copacabana
esperando a festa
queima
procurando onibus para voltar
transito em sao conrado
dia primeiro
carro trancado no shopping
barra shopping
no bowling
bob's
praia
farmacia Ana e Gil
no dinner
dia 2
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
A vida segue...
A vida continua, a vida segue e, como dizem o(s) sábios, não há nada de bom que dure para sempre nem nada ruim que seja eterno.
Santo Alexandrino!
E quando meu plano de assinatura de site de vagas vencia contatei um anuncio que me pareceu interessante.
Fui chamada para uma entrevista e encontrei uma arquiteta profissional com uma oferta de trabalho honesta.
E o trabalho começou, a quarenta dias, turma boa, sala repleta de mulheres e um diretor. Projetos, orçamento e planejamento tudo junto.
Vários lugares para almoçar, cada dia num lugar diferente.
Final do mês tem bolo para os aniversariantes mas, curioso, as pessoas se juntam em grupos de trabalham, pouco socializam.
Pouco saem da sala que fica nos fundos de uma casa, no andar superior. Curioso permanecer sentados durante nove horas.
Enfim, estou vendo que trabalho é trabalho em qualquer lugar, e aos poucos vou conquistando as pessoas, um aqui outro ali.
Santo Alexandrino!
E quando meu plano de assinatura de site de vagas vencia contatei um anuncio que me pareceu interessante.
Fui chamada para uma entrevista e encontrei uma arquiteta profissional com uma oferta de trabalho honesta.
E o trabalho começou, a quarenta dias, turma boa, sala repleta de mulheres e um diretor. Projetos, orçamento e planejamento tudo junto.
Vários lugares para almoçar, cada dia num lugar diferente.
Final do mês tem bolo para os aniversariantes mas, curioso, as pessoas se juntam em grupos de trabalham, pouco socializam.
Pouco saem da sala que fica nos fundos de uma casa, no andar superior. Curioso permanecer sentados durante nove horas.
Enfim, estou vendo que trabalho é trabalho em qualquer lugar, e aos poucos vou conquistando as pessoas, um aqui outro ali.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Coisas que só a arquitetura faz por você...
Cansada de ficar em casa comecei a trabalhar num pequeno escritório de arquitetura para pagar as contas.
E o negocio e surreal....
Cheguei ao escritório e fui recebida pelo arquiteto com mais tempo de casa, dois anos, muito simpático com papo- cabeça, que da aula de metodologia em faculdade etc...
Ele passou quarenta minutos contando como é o dono do escritório, que gosta de ordem, de cumprimento de horário que não use celular durante o expediente.
Disse que não e muito comunicativo, não sabe explicar o que quer, não ensina ou orienta, simplesmente fala "faz", ou "depois eu vejo".
Usa um caderno com projetos de 20 anos atrás e, quando tem um terreno novo busca um projeto velho e faz um estudo, sendo que esses projetos apresentam problemas recorrentes que não são solucionados ha 20 anos e continua executando da mesma forma. !!!
A figura é resistente a mudanças, deu pra notar? Uma hora fala uma coisa, amanha esquece, depois fala que você errou. Isso é o que tenho ouvido da turma...
A turma e formada por quatro arquitetos e uma estudante que também faz a parte administrativa. Sim o escritório e pequeno e enxutos em “vários” sentidos.
Um tem dois anos de casa, outros dois, cinco meses, outros dois, três meses.
O arquiteto chefe passa duas vezes por dia para ver o andamento dos projetos, designar tarefas e “orientar”. A orientação é feita através de uma postura rígida e com fala seca, sem vibração e com olhar desconfiado. Lembra um boneco de Olinda por conta da rigidez dos ombros e tronco. Você vera nos “causos” abaixo.
As pessoas parecem desinteressadas, não ha responsabilidade ou envolvimento, apenas execução de tarefas. Ocorre uma visita de manha e outra à tarde para tirar duvidas e solicitar “orientações”. Nesse meio tempo, há muito bate papo online e redes sociais. Parece uma repartição publica.
Ocorre que ha alta rotatividade de profissionais neste local. Por que será???
É gente boa, acho eu, mas não sabe lidar com pessoas, parece que não gosta de pessoas. Não tem processo de trabalho, muda de opinião de um dia para outro, não antecipa problemas, acha que “vai passar”. Tem um projeto que esta no "nono" comunicado de prefeitura, li o documento e as correções são básicas! No-no!
E tem mais, o escritório fica no ultimo andar do prédio, num conjunto adaptado que virou um triplex adaptado com um mini elevador interno. No primeiro nível fica a sala de reunião. No segundo nível escritório e acima, escritório particular.
Para chegar ao “escritório”, não entramos pelo hall do decimo andar. É preciso sair do elevador e pegar a escada de incêndio e entrar pela entrada de "servico" ao lado da casa de máquinas. Isos é que é glamourrrrrrr...
Tirando isso, quando me ocupo de trabalhar vale a pena. Desenvolvo projeto, esclareço duvidas, falo com projetista e isso me anima. Gosto de certa autonomia.
Mas essa dinâmica e mínima, pouco se tem contato com o mundo externo. Em termos de trabalho o aprendizado é nulo, ao menos para mim. O trabalho e básico e o desenvolvimento é pífio. Vamos la! Coragem!
Posso sugerir outra pia para o banheiro da portaria por falta de espaço?
“Claro!” com cara de "mas és óbvio!"
Ar condicionado que vaza após um tempo ligado, escorre água pela parede.
“Coloca um pano!”
Trabalhar com um terraço ajardinado na frente do seu computador.
Adoro.
Trabalhar num bairro com toda infra estrutura para resolver sua vida na hora do almoço, inclusive comprar coisas que não estavam previstas no roteiro...
Roupa, maquiagem, costureira, sapateiro, farmácia e banco e etc...
Adoro.
Bairro tão bem cotado que e tudo zona-azul, estacionamento muito caro, melhor vir de ônibus. Para vir de carro, estacionar a 1km de distância num bairro nobre, em frente mansões.
Surreal.
Comunicar ao chefe um erro de calculo de áreas em projeto e o mesmo revisar o projeto em conjunto sem qualquer nota de reconhecimento.
Surreal.
Perguntar como se faz algo e ouvir em resposta, faz como esta no projeto. Ai você faz e depois escuta: “quem mandou fazer assim?”
Ou num dia escutar uma ordem e executa-la. No outro dia escutar um “você fez tudo errado!”
Surreal 2
Perguntar algo ao chefe como: quem fez o seu logo tipo? E ouvir em resposta:
“Um amigo. Por quê?”
Não tem preço.
Ter um galão de 10 litros que acaba em alguns dias e para encher proceder da seguinte forma.
Descer para o andar de baixo, o escritório e um duplex, retirar a base do filtro, puxar o bico do filtro para fora, posicionar o galão sobre um móvel e alinhar a saída de agua com a boca do galão e aguardar encher por uns 5/ 10 minutos. Subir com o galão, pedir para um dos meninos “virar” o mesmo no suporte.
Não tem preço de novo...
***
A pauta é: hall.
Discussões sobre a pronúncia da palavra inglesa que denomina: salão, salão de entrada de uma casa, apartamento ou empresa, local de espera para acessar outro ambiente.
No Brasil já aportuguesamos a palavra e a incorporamos ao jargão cotidiano falando “rol”.
Mas há quem fale “al”, que poderia declinar do inglês “all” mas a pronuncia é diferente. Teríamos a primeira pronuncia no estilo “canino” como “au”, e a segunda como “ol”.
Em casos mais severos, pode-se acrescentar uma vogal que transforma a palavra em “uol”, fazendo referencia a um provedor de internet.
Resumindo, não esta fácil pra ninguém...
***
E tem mais....
desenvolvendo o projeto de um prédio surge a questão de um muro nos fundos da piscina e o terreno atras.
começamos a discutir sobre o assunto e as definições de projeto e, quando menos espero, durante minha fala, o arquiteto levanta a mão como que dizendo: "pare de falar que eu quero falar"! tem dó... que corte, que falta de habilidade em lidar com pessoas, que corta tesão...
E o negocio e surreal....
Cheguei ao escritório e fui recebida pelo arquiteto com mais tempo de casa, dois anos, muito simpático com papo- cabeça, que da aula de metodologia em faculdade etc...
Ele passou quarenta minutos contando como é o dono do escritório, que gosta de ordem, de cumprimento de horário que não use celular durante o expediente.
Disse que não e muito comunicativo, não sabe explicar o que quer, não ensina ou orienta, simplesmente fala "faz", ou "depois eu vejo".
Usa um caderno com projetos de 20 anos atrás e, quando tem um terreno novo busca um projeto velho e faz um estudo, sendo que esses projetos apresentam problemas recorrentes que não são solucionados ha 20 anos e continua executando da mesma forma. !!!
A figura é resistente a mudanças, deu pra notar? Uma hora fala uma coisa, amanha esquece, depois fala que você errou. Isso é o que tenho ouvido da turma...
A turma e formada por quatro arquitetos e uma estudante que também faz a parte administrativa. Sim o escritório e pequeno e enxutos em “vários” sentidos.
Um tem dois anos de casa, outros dois, cinco meses, outros dois, três meses.
O arquiteto chefe passa duas vezes por dia para ver o andamento dos projetos, designar tarefas e “orientar”. A orientação é feita através de uma postura rígida e com fala seca, sem vibração e com olhar desconfiado. Lembra um boneco de Olinda por conta da rigidez dos ombros e tronco. Você vera nos “causos” abaixo.
As pessoas parecem desinteressadas, não ha responsabilidade ou envolvimento, apenas execução de tarefas. Ocorre uma visita de manha e outra à tarde para tirar duvidas e solicitar “orientações”. Nesse meio tempo, há muito bate papo online e redes sociais. Parece uma repartição publica.
Ocorre que ha alta rotatividade de profissionais neste local. Por que será???
É gente boa, acho eu, mas não sabe lidar com pessoas, parece que não gosta de pessoas. Não tem processo de trabalho, muda de opinião de um dia para outro, não antecipa problemas, acha que “vai passar”. Tem um projeto que esta no "nono" comunicado de prefeitura, li o documento e as correções são básicas! No-no!
E tem mais, o escritório fica no ultimo andar do prédio, num conjunto adaptado que virou um triplex adaptado com um mini elevador interno. No primeiro nível fica a sala de reunião. No segundo nível escritório e acima, escritório particular.
Para chegar ao “escritório”, não entramos pelo hall do decimo andar. É preciso sair do elevador e pegar a escada de incêndio e entrar pela entrada de "servico" ao lado da casa de máquinas. Isos é que é glamourrrrrrr...
Tirando isso, quando me ocupo de trabalhar vale a pena. Desenvolvo projeto, esclareço duvidas, falo com projetista e isso me anima. Gosto de certa autonomia.
Mas essa dinâmica e mínima, pouco se tem contato com o mundo externo. Em termos de trabalho o aprendizado é nulo, ao menos para mim. O trabalho e básico e o desenvolvimento é pífio. Vamos la! Coragem!
Posso sugerir outra pia para o banheiro da portaria por falta de espaço?
“Claro!” com cara de "mas és óbvio!"
Ar condicionado que vaza após um tempo ligado, escorre água pela parede.
“Coloca um pano!”
Trabalhar com um terraço ajardinado na frente do seu computador.
Adoro.
Trabalhar num bairro com toda infra estrutura para resolver sua vida na hora do almoço, inclusive comprar coisas que não estavam previstas no roteiro...
Roupa, maquiagem, costureira, sapateiro, farmácia e banco e etc...
Adoro.
Bairro tão bem cotado que e tudo zona-azul, estacionamento muito caro, melhor vir de ônibus. Para vir de carro, estacionar a 1km de distância num bairro nobre, em frente mansões.
Surreal.
Comunicar ao chefe um erro de calculo de áreas em projeto e o mesmo revisar o projeto em conjunto sem qualquer nota de reconhecimento.
Surreal.
Perguntar como se faz algo e ouvir em resposta, faz como esta no projeto. Ai você faz e depois escuta: “quem mandou fazer assim?”
Ou num dia escutar uma ordem e executa-la. No outro dia escutar um “você fez tudo errado!”
Surreal 2
Perguntar algo ao chefe como: quem fez o seu logo tipo? E ouvir em resposta:
“Um amigo. Por quê?”
Não tem preço.
Ter um galão de 10 litros que acaba em alguns dias e para encher proceder da seguinte forma.
Descer para o andar de baixo, o escritório e um duplex, retirar a base do filtro, puxar o bico do filtro para fora, posicionar o galão sobre um móvel e alinhar a saída de agua com a boca do galão e aguardar encher por uns 5/ 10 minutos. Subir com o galão, pedir para um dos meninos “virar” o mesmo no suporte.
Não tem preço de novo...
***
A pauta é: hall.
Discussões sobre a pronúncia da palavra inglesa que denomina: salão, salão de entrada de uma casa, apartamento ou empresa, local de espera para acessar outro ambiente.
No Brasil já aportuguesamos a palavra e a incorporamos ao jargão cotidiano falando “rol”.
Mas há quem fale “al”, que poderia declinar do inglês “all” mas a pronuncia é diferente. Teríamos a primeira pronuncia no estilo “canino” como “au”, e a segunda como “ol”.
Em casos mais severos, pode-se acrescentar uma vogal que transforma a palavra em “uol”, fazendo referencia a um provedor de internet.
Resumindo, não esta fácil pra ninguém...
***
E tem mais....
desenvolvendo o projeto de um prédio surge a questão de um muro nos fundos da piscina e o terreno atras.
começamos a discutir sobre o assunto e as definições de projeto e, quando menos espero, durante minha fala, o arquiteto levanta a mão como que dizendo: "pare de falar que eu quero falar"! tem dó... que corte, que falta de habilidade em lidar com pessoas, que corta tesão...
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Thoughts
Tristeza
Beth Carvalho
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar
Desde Que o Samba É Samba
Caetano Veloso
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador
Percebi que a tristeza é interna.
Esta tudo bem, tem trabalho, tem namorado, tem casa, tem amigos, mas nao esta bem.
O que aflige? Nao sei... O que desespera? Nao sei...
Sei que, de repente, sem mais nem menos começo a chorar e não encontro solução ou entendimento.
Estou percebendo que ninguém e responsável por essa tristeza, e que normalmente acabo destratando quem esta por perto nestes momentos de solidão, acho que tem a ver com uma sensação de se sentir sozinha.
O fato de ficar intratável me leva a associar agressividade com tristeza.
Há tempos não procuro os amigos. Antes fazia aula de dança e saia para dançar e encontrar pessoas. Agora na faço mais. Parei de chamar amigos para sair, pois era difícil marcar um encontro, era sempre um “vamos ver, te ligo” e ficava esperando e ficava por isso mesmo. Ate que cansei. Ficou difícil encontrar gente “ponta firme” que se pergunte “vamos” e a resposta é “vamos!”
Sou daquelas que se você falar “vou te ligar” eu acredito e fico esperando...
Me encasulei e comecei a ficar inquieta e ansiosa, deu dor de estomago, e esse mal estar me tornou socialmente impaciente. Quando estava em grupo, no meio de uma conversa pensava: “pra que isso? Para que estamos conversando? Onde vai dar isso?”. E começava a pensar em ir embora. Não via sentido nas coisas. E pensava: “O que quero da vida? O que faço da vida? Todos estão vivendo e estou parada. Quero ter filhos? Acho que devo ter filhos? Desejo ter filhos? Quero casar? Quero um homem ao meu lado? Quero uma carreira profissional de sucesso? Quero trabalhar? Quero responsabilidades? Será que dou conta das coisas? Porque estou sempre me cobrando? Por que tanta rigidez? Tanto incomodo? Onde esta a leveza e flexibilidade?”.
Pois eh... sinto uma melancolia, uma sensação de solidão. Mesmo em família essa sensação já existia
Percebo que facilmente me impressiono com as coisas, com o “diz-que-diz” no trabalho, cochichos e caretas, com a falta de atenção. Recaio no ponto da atenção, porque varias coisas ficam insuportáveis para mim, por conta dessa questão. No trabalho ou numa relação, parece que nunca é suficiente, acho que não identifico a atenção, pois sempre vou dar falta dela. Ou, no momento em que atenho fico feliz e logo depois começo a questionar se é verdadeira.
Tristeza e tensão. De onde vem? Pra onde vão? Ou ficam por aqui?
Porque bate insegurança? Porque não sei que fazer da vida? Porque não sei o que estou fazendo? Porque tenho medo de tocar em certos assuntos com as pessoas? Assuntos delicados. Porque acho que não me adapto a grupos? Porque me sensibilizo com as coisas?
Porque me impressiono facilmente?
E como se tivesse sido criada numa redoma de vidro. Pelos meus pais? Nao. Por mim? Talvez. E como se tivesse construido um mundo paralelo. Porque choro quando fico nervosa? Ou diante de algo que me incomoda? Ou diante de injustiças?
Quando "saio" de mim e escuto o mundo a minha volta, me distraio e saio do meu casulo de pensamento. Vejo "a vida lá fora", uma que esta organizando casamento, outra que esta procurando trabalho, outra marcando happy-hour, e a vida anda.
Como lidar com a rotina do dia a dia? O costume, a repetiçao, a perda da novidade.
E começou a novidade, new job, new people e o sentimento de vazio continua.
O que fazer, onde buscar estimulo, qual o sentido das coisas? Essa falta de sentido passa para as pessoas.
Duvida sobre comemoração de aniversario. Este ano fugi das pessoas.
Penso na dificuldade de crescer, de encarar desafios, ter um filho. A questao é: tenho capacidade?
Sentimento de solidao. Wc toda noite, ansiedade?
Beth Carvalho
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar
Desde Que o Samba É Samba
Caetano Veloso
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador
Percebi que a tristeza é interna.
Esta tudo bem, tem trabalho, tem namorado, tem casa, tem amigos, mas nao esta bem.
O que aflige? Nao sei... O que desespera? Nao sei...
Sei que, de repente, sem mais nem menos começo a chorar e não encontro solução ou entendimento.
Estou percebendo que ninguém e responsável por essa tristeza, e que normalmente acabo destratando quem esta por perto nestes momentos de solidão, acho que tem a ver com uma sensação de se sentir sozinha.
O fato de ficar intratável me leva a associar agressividade com tristeza.
Há tempos não procuro os amigos. Antes fazia aula de dança e saia para dançar e encontrar pessoas. Agora na faço mais. Parei de chamar amigos para sair, pois era difícil marcar um encontro, era sempre um “vamos ver, te ligo” e ficava esperando e ficava por isso mesmo. Ate que cansei. Ficou difícil encontrar gente “ponta firme” que se pergunte “vamos” e a resposta é “vamos!”
Sou daquelas que se você falar “vou te ligar” eu acredito e fico esperando...
Me encasulei e comecei a ficar inquieta e ansiosa, deu dor de estomago, e esse mal estar me tornou socialmente impaciente. Quando estava em grupo, no meio de uma conversa pensava: “pra que isso? Para que estamos conversando? Onde vai dar isso?”. E começava a pensar em ir embora. Não via sentido nas coisas. E pensava: “O que quero da vida? O que faço da vida? Todos estão vivendo e estou parada. Quero ter filhos? Acho que devo ter filhos? Desejo ter filhos? Quero casar? Quero um homem ao meu lado? Quero uma carreira profissional de sucesso? Quero trabalhar? Quero responsabilidades? Será que dou conta das coisas? Porque estou sempre me cobrando? Por que tanta rigidez? Tanto incomodo? Onde esta a leveza e flexibilidade?”.
Pois eh... sinto uma melancolia, uma sensação de solidão. Mesmo em família essa sensação já existia
Percebo que facilmente me impressiono com as coisas, com o “diz-que-diz” no trabalho, cochichos e caretas, com a falta de atenção. Recaio no ponto da atenção, porque varias coisas ficam insuportáveis para mim, por conta dessa questão. No trabalho ou numa relação, parece que nunca é suficiente, acho que não identifico a atenção, pois sempre vou dar falta dela. Ou, no momento em que atenho fico feliz e logo depois começo a questionar se é verdadeira.
Tristeza e tensão. De onde vem? Pra onde vão? Ou ficam por aqui?
Porque bate insegurança? Porque não sei que fazer da vida? Porque não sei o que estou fazendo? Porque tenho medo de tocar em certos assuntos com as pessoas? Assuntos delicados. Porque acho que não me adapto a grupos? Porque me sensibilizo com as coisas?
Porque me impressiono facilmente?
E como se tivesse sido criada numa redoma de vidro. Pelos meus pais? Nao. Por mim? Talvez. E como se tivesse construido um mundo paralelo. Porque choro quando fico nervosa? Ou diante de algo que me incomoda? Ou diante de injustiças?
Quando "saio" de mim e escuto o mundo a minha volta, me distraio e saio do meu casulo de pensamento. Vejo "a vida lá fora", uma que esta organizando casamento, outra que esta procurando trabalho, outra marcando happy-hour, e a vida anda.
Como lidar com a rotina do dia a dia? O costume, a repetiçao, a perda da novidade.
E começou a novidade, new job, new people e o sentimento de vazio continua.
O que fazer, onde buscar estimulo, qual o sentido das coisas? Essa falta de sentido passa para as pessoas.
Duvida sobre comemoração de aniversario. Este ano fugi das pessoas.
Penso na dificuldade de crescer, de encarar desafios, ter um filho. A questao é: tenho capacidade?
Sentimento de solidao. Wc toda noite, ansiedade?
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Olé!
MADRID
Onze horas de "vuelo" e bum! Chegamos em Madrid.
Curioso isso de entrar num avião, ficar encaçapado na poltrona por um bom tempo e chegar em outro lugar do planeta, com outra cultura, onde se fala outra língua, com comidas diferente, outra paisagem, outro clima e outro fuso!
Como e que pode? Pode! E 5 horas a frente de terras brazucas!
Chegamos ao hotel por volta das 5 da tarde famintas, Verônica e Jô! Sim... já estou gastando todo mi español....
Pegamos chave, pedimos para o receptivo tirar uma copia do nosso passaporte, por gentileza, mas ele disse que não era permitido, por uma questão de segurança. Fazemos cara de tristeza, entendemos e Veronica disse que não sabia, mas compreendia. Enquanto nos entrega a chave ele discretamente pede nosso passaporte e tira a cópia solicitada... hehehe
Chegamos no quarto e a porta tem 1,90m de altura, não resisto e tiro uma foto em frente...
E borá bater perna!
Primeiro almoço com muita fome numa lanchonete ao lado do hotel. Comemos um tipo de PF por 8mangos (euros por que nesse teclado so tem o símbolo de cifrão, então será tudo em “mangos”).
Comi o n° 2 e minha companheira o numero uno! Frango, dois ovos fritos, batata frita, espagueti e tomate fatiado. A versão dois era de lombo com queijo. Uau! Sabor não muito incrível, mas precisávamos de proteína, pois no avião uma pequena refeição e de resto lanchinho.
Firmes e fortes subimos a Calle de Toledo em frente ao hotel e ao lado de estação do metro com mesmo nome.
Passamos pelo metro La Latina, local com teatros e comercio, e chegamos a Plaza Mayor. Uma grande praça retangular cercada por prédios de 4 ou 5 andares parecendo um centro de governo ou algo assim, com bandeiras hasteadas e uma estátua cental. Varios artistas, pintores, lojas e restaurantes em volta e muitas mesas para degustar uns “tapas”.
Depois soube, por meio de um guia local que as “tapas” foram instituídas por um rei que obrigou os estabelecimentos de comida a servir, junto com o vinho, um bocado de pão com algum petisco sobre o copo de bebida, de forma a “tapar” o copo, por isso tapas.
Em seguida fomos a Praça da Sé de Madrid, Puerta Del Sol, onde se encontra o marco zero em ferro na calçada, estação de metro e vários comércios como Pastelerias lojas de doces, e casas que servem o legitimo presunto jamón serrano, o Museo Del Jamón. Muito agradável em Madrid são os vários cafés espalhados pela cidade, muitos, um atrás do outro, charmosos, onde se pode tomar um “cortado”, o nosso expresso com leite a 1,50 mangos. Essa facilidade de tomar um cafezinho remete ao habito paulistano de tomar um pingado. So faltou o pão na chapa!
Comprei uns chaveiritos típicos e passamos por lojas pequenas de sapatos, bolsas e vendas de frutas.
E, minha paixão, kebab! Varias casas de kebab espalhadas pela cidade. Santa colonização árabe! A mi me gusta!
Voltando para o hotel, passamos por um mercadinho, compramos amêndoas e água para eventuais emergências e nos perdemos alongando o caminho. E para fechar com chave de ouro paramos para um cafezito, off course, e com direito a donut ao lado do hotel.
Dia seguinte, city tour pela manha, um microônibus nos busca no hotel e seguimos com a guia Sofia, uma espanhola muito simpática de cabelo curto e franja. Segundo ela foi o rei Carlos lll que implantou as “tapas” servidas nos bares. A maioria dos bares oferece uma bebida com tapas “no balcão”. Em geral os espanhóis trabalham ate as 14:00hs e comem uma tapa mais cedo. Ninguem almoça meio-dia. E costumam jantar as 21:00hs e tapear as 19:00hs.
Adentramos a cidade velha passando pelo viaduto de Segovia, passagem alta que já foi cenas de filmes de Almodovar.
Situado no centro da cidade, é conhecido como o viaduto dos suicidas, por sua altura, e em 1998 a prefeitura colocou uma enorme placa de vidro em toda sua extensão.
Avistamos a Plaza de Toros e o Palacio Real.
O Palácio Real de Madrid, também denominado de Palácio de Oriente e, durante a Segunda República Espanhola, de Palácio Nacional, é a residência oficial do Rei de Espanha. Com uma área de 135 000 m² e 4318 quartos, é o maior palácio real na Europa.
Foi construído no mesmo local onde se encontrava outro palácio, denominado de Real Alcázar de Madrid, destruído por um incêndio que durou três dias, no ano de 1734.
A guia diz que era denominado Palacio do Oriente por ficar do lado oposto da cidade, e não exatamente por ser “a leste” - no oriente.
O Palácio Real de Madrid continua a ser, oficialmente, a residência do Rei de Espanha, apesar de, na actualidade, o Rei o utilizar somente para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências, já que a Família Real optou por viver num palácio mais modesto, o Palácio da Zarzuela.
Seguimos pela Plaza de España uma das mais importantes de Madri, de onde sai a Gran Via, principal artéria da cidade. Contém um conjunto de esculturas que homenageia o escritor Miguel de Cervantes, através de sua famosa personagem Dom Quixote.
Museu do Prado, o mais importante museu de Espanha e um dos mais importantes do Mundo. Apresentando belas e preciosas obras de arte, foi mandado construir por Carlos III.
Plaza de Cibeles divide os limites dos bairros Centro, Retiro e Salamanca. A praça de Cibeles toma seu nome da fonte homônima, dedicada à deusa grega Cibeles, esposa do titã Cronos e mãe de Atis.
Puerta de Alcalá, monumento situado na Praça da Independência, na Rua de Alcalá, construído em 1778 pelo rei Carlos III para servir como porta de entrada da cidade.
Gran Via, uma das principais ruas da cidade. Começa na Calle de Alcalá e termina na Plaza de España. É uma importante área comercial, turística e de lazer, com muitos cinemas, e teatros, também conhecida como Brodway madrilenha.
Puerta del Sol, um dos locais mais famosos e concorridos de Madrid. É neste local que se encontra desde 1950, o quilómetro zero das estradas espanholas. O edifício mais antigo da Puerta del Sol é a Real Casa de Correos e nele destaca-se o relógio da torre que foi construído e doado no séc. XIX por José Rodriguez de Losada, e que faz tradicionalmente a contagem decrescente para a entrada do novo ano todos os 31 de Dezembro. A Puerta del Sol é um local de encontro, um lugar de passagem entre várias zonas de Madrid. É visita obrigatória para todos os que se deslocam à capital espanhola.
Estaçao de Atocha, uma estação ferroviária, junto à Plaza del Imperador Carlos V.
Este grandioso edifício construído essencialmente em ferro e vidro, foi erigido por Alberto Palacios, com a ajuda de Gustave Eiffel, sendo designada na altura por Estación de Mediodía.
Plaza Mayor, um dos locais mais emblemáticos de cidade. Situada no centro comercial da cidade, é uma praça portificada de planta rectangular completamente rodeada por edifícios. Existem ao todo nove entradas para a praça. A Plaza Mayor foi cenário de vários eventos tais como: feiras, touradas e autos de fé. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III e data do ano de 1616.
Descemos na Gran Via, final do city tour e partimos a procura d euma dica da guia, o mercado San Miguel, próximo a Plaza Mayor. Andando por ruas estreita se charmosas avistamos um café, ao que Veronica sugere tomar um chocolate cremoso com churros que viu por ai. Entramos, sentamos e pedimos. O chocolate quente e denso, meio amargo, delicioso, e uma porção generosa de churros. Estes feitos num tacho grande, como aquele em que se faz pastel de feira, a massa e colocada em formato de caracol no óleo quente, frita, retirada e cortada em pedaços. Avistamos também a maior loja de departamentos da Espanha, El Corte Ingles, num prédio de uns 5 andares, cada andar com um assunto diferente, perfumaria, roupas femininas, masculinas, malas e por ai vai. Vero com o pezito doendo comprou um sapato confortável estiloso verde.
Caminhamos mais um pouco e... Mercado San Miguel!
Mercado de San Miguel, bem no centro da parte antiga de Madri, na Praça de San Miguel, ao lado da Plaza Maior, e em qualquer caminhada que você fizer pelas ruelas do centro vai se deparar com o mercado funcionando.
Se o principal atrativo do mercado é a comida a arquitetura não fica de lado, já que é o único com esse tipo de estrutura na Europa que permaneceu como era antigamente, feita de ferro fundido e inspirado em projetos de mercados franceses.
Cerca de 30 bancas de comida, aperitivos, flores, frutas, vinhos, queijos, doces e especiarias são igualmente saborosos para o paladar e para a visão. Tudo no local parece deliciosamente fresco e de qualidade, principalmente os famosos jamón (presunto).
Passeamos, olhamos e fotografamos, como todos a nossa volta e optamos por uma tapa da pão com jamon e outra de pão preto com cebola glaceada e queijo de cabra. Para acompanhar vou de sangria. A minha alegria e que me indultei com bebidas que adoro, sangria e tinto de verano! Bebia e depois ficava meio tontinha...
Seguimos na caminhada ate a Plaza Santa Ana, passando pela Plaza del Angel e um bar chamado Café Central. A todo o momento se encontra uma praça, bares, mesas, cadeiras e gente! E a todo o momento me perguntava: a que horas esse povo trabalha???
Voltamos, paramos de novo no mercadinho, comprei madalenas pequeninas e seguimos para um suco próximo ao hotel. Descansamos e encontramos a Sara, amiga madrilenha da Vero e comemos kebab. Sara foi muito gentil e não nos deixou pagar. Pegamos o metro ate a estação Seville e ouvimos jazz no Café Central com direito a uma bebida, Tinto de Verano. Sara nos acompanhou e orientou no metro. O metro de Madri e muito organizado, mapas claros e bem sinalizados. Interessante que paga-se o metro por trechos. O bilhete e comprado em maquinas de auto-atendimento e deve-se escolher a partida e o destino para definição do valor a ser pago.
LA MANCHA
No dia seguinte partimos a caminho de Mancha, uma região natural do centro da Espanha, na comunidade autônoma de Castela-Mancha.
Suas extensas e áridas paisagens são conhecidas mundialmente graças à novela de Miguel de Cervantes, Don Quijote de La Mancha, a maior parte de suas aventuras e ações transcorrem nessa região. Segundo um guia local, este livro é o segundo livro mais traduzido do mundo! O primeiro é a Bíbilia...
Neste trecho nosso guia era o ilustríssimo lusitano Francisco, um aficcionado por futbol que hablava español mui bem.
Estrada a fora avista-se plantações de uvas e azeitonas, e casas com cercas “vivas” como pinheiros, no meio de grandes áreas; e o famoso Touro de Osborne , ate então não tão famoso pois o conheci semana passada graças a uma colaboradora... Ao longo da estrada e em pontos estratégicos do pais avista-se o outdoor recortado no formato de um touro preto. Este touro é uma enorme silhueta de touro-bravo, concebida originalmente como painel publicitário de estrada para promover o Brandy de Jerez Veterano do Grupo Osborne. Embora a função inicial seja publicitária, com a passagem do tempo e o apego cultural converteu-se não só em marca comercial desta empresa, mas também em símbolo cultural espanhol.
Paramos em um venda típica chamada La Tienda, com espaço para um café com direito a “trocitos” – lascas – de queso manchego e fotos com “Don”.
Seguimos para almoço na estrada e a paisagem começa a mudar, árida, com vegetação rasteira, desértica.
Chegamos a Córdoba!
CORDOBA
Córdoba é um município da província homônima, na comunidade autônoma da Andaluzia.
A Catedral de Córdoba, também conhecida como Mesquita de Córdoba, na Espanha, data do século X, quando a cidade de Córdoba atingiu seu apogeu, sob o governo do emir Abderramão III, um dos maiores governantes da história islâmica. Naquele tempo, Córdoba era a cidade mais próspera da Europa, ofuscando Bizâncio e Bagdá em ciência, cultura e artes
Foram construídos outros edifícios públicos, no intuito de tornar Córdoba uma cidade semelhante a Constantinopla, Damasco, Cairo e Bagdá.
A catedral é um exemplo da fusão entre a cultura islâmica e cristã. A mesquita foi consagrada como catedral cristã no mesmo ano em que Córdoba foi reconquistada, em 1236.
Na cidade, as paredes conservam-se pintadas de branco, as ruas são estreitas e os pátios são coloridos, mantendo-se uma morfologia tipicamente mourisca. Como tal, o centro histórico de Córdoba é um dos contemplados pelo estatuto de Patrimônio Mundial atribuído pela UNESCO.
Avistamos a muralha da cidade velha e somos apresentados a um guia estudioso da cultura e religião árabe e autor de três livros sobre o assunto. Passamos por ruas estreitas, uma casa típica da Medina com pátio central, belíssimo e ensolarado, e chegamos a mesquita através de uma grande praça.
Portas gigantescas, escala monumental, arcos, abóbodas e pilares em estilos variados. A Catedral é uma grande mesquita a qual foi adaptada ao longo dos séculos por conta dos governos reinantes e as religiões pregadas. Possui em seu interior uma Igreja, proporcionando contrastes impressionantes e sutis, dada a amplitude do local.
SEVILLA
Estrada, ou carretera, a caminho de Sevilha, chegamos ao Hotel Don Paco, muito bem localizado pois ali do lado há uma incrível intervenção urbana chamada Metropol Parasol, um mirante na Plaza de La Encarnacion considerado a maior estrutura de madeira do mundo e com a função de ser um centro social e cultural em que moradores, visitantes e turistas podem se reunir.
Como nao gostar de Metropol Parasol? A estrutura tipo waffle foi concluída em abril de 2011 depois de um concurso realizado pela cidade de Sevilha em 2004.
Localizado na Plaza de la Encarnación, a seqüência impressionante de guarda-sóis ondulantes compreende a maior estrutura em madeira do mundo.
O projeto fez parte da remodelação da Plaza de la Encarnación, projetado por J. MAYER H. Architects, e tornou-se um ícone da cicdade estabelecendo o papel de Sevilha como um dos destinos culturais mais fascinantes do mundo.
O espaço é utilizado como museu arqueológico, mercado, praça elevada, e tem vários bares e restaurantes por baixo e dentro da cobertura, bem como um terraço panorâmico no piso superior. A ideia do arquiteto Jürgen Mayer H era criar uma catedral sem paredes.
Pagamos três euritos e subimos de elevados para mirante. O ingresso da direito a uma bebida ou “tapa” no bar superior.
Chego La, peço um tinto de verano e dou dois euritos pro garçom servir as tapas. Ele não entende fala que e de graça e me da o drink. Fico esperando as tapas e nada... Me manifesto e ai sim ele entende que já queria a bebida e as tapas... Camarão frito com batata palha e um molho de ervas. Descontraído ele pergunta se eu era italiana.. imagino que devo falar espanhol – e português - assim como os moradores da Móoca...
E.... sorte! Nesta semana acontecia a Feira de Sevillha, que normalmente ocorre em abril e este ano foi celebrada em maio!
Uma semana em que a vida na cidade gira em torno de festa e atrai milhares de turistas, e pára em função de uma feira de gado que se transformou num espetáculo de musica e luz, com milhares de lâmpadas adornando a porta de entrada principal que tem quase 50 metros de altura.
Ao longo de ruas e avenidas avistamos mulheres vestidas com roupas típicas sevilhanas, o vestido longo e justo com babados abaixo do joelho e estampas variadas. Moças, mulheres e crianças a caráter caminhando para o local da feira onde, uma vez dentro do portão se vai às "casetas”, barracas de grupos de amigos e associados onde parentes e convidados são recebidos para comer, beber, cantar e dançar as " sevilhanas ", a versão local de dança flamenca.
Dia seguinte, citytour, adentramos a cidade velha pelos Jardins do Real Alcazar com o guia Carlos. Antes de entrar na cidade murada caminhamos por um parque com monumento a Cristóvão Colombo, ou Colón, com as naus Santa Maria, Pinta e Nina. Adentramos a cidade murada por ruas estreitas e avisto uma “calça vermelha” ou, como diria o portuga Francisco, calças encarnadas! Perece moda, vira e mexe surge um “red pants” na minha frente, acho que vi uma dúzia! Homens estilosos...
Continuando o passeio adentramos os Jardins de Murillo paramos no Bairro Santa Cruz para compritas. Uma praça pequena e charmosa no meio das construções, mesas, cadeiras e lanternas coloridas de papel espalhadas na frente das lojas e restaurantes. Seguimos ate a Catedral de Sevilha e avistamos La Giralda, um antigo minarete convertido em campanário para a Catedral de Sevilha com uma torre com 104,1 metros de altura considerada desde Patrimônio Mundial pela UNESCO. Em frente a catedral encontra-se uma praça quadrada com um espelho d´água central e sulcos no piso intertravado por onde passa água corrente, uma premissa da arquitetura árabe para o conforto térmico.
A Catedral abriga o tumulo de Cristovão Colombo e seu filho. O descobridor da Américas está elevado por quatro guardas representando os reinos de Castela, Leão, Aragão e Navarra. Um dos reis possui um cetro apoiado sobre uma romã – pomagranate ou granada, simbolizando o reinado de mesmo nome.
Na saída da catedral comemos um pedaço de pizza para aplacar a fome e ciganas abordam os transeuntes com ramos de alecrim nas mãos e querendo ler a mão de quem passa, mediante uma contribuição no final, e claro.
Continuamos o tour passando em frente a Plaza de Toros, Parque Maria Luisa, Pavilhoes da Expo 92 e Isla de La Cartuja. Esta ilha é uma quase-ilha no rio Guadalquivir em Sevilha.
O nome da ilha deriva do mosteiro de clausura (Cartuxa), Mosteiro de Santa Maria de las Cuevas, onde Cristóvão Colombo viveu ao planejar a viagem para o oeste. Foi palco da feira mundial para celebrar o 500 º aniversário das primeiras expedições colombianas, a Expo '92 . La Cartuja abriga várias discotecas, salas de concerto e teatros, bem como um grande parque de diversões chamado Isla Mágica.
Voltamos ao hotel e almoçamos no restaurante em frente, um risoto... estava dificil de entender o menu.
As seis da tarde, saímos para uma apresentação de dança flamenca no El Patio Sevillano, local turístico com apresentação belíssima e emocionante com musica ao vivo, apresentação de homens e mulheres, uma trecho de Carmen de Bizet e um solo masculino intenso, com batido no tablado forte e ao assistir e não há como não se contorcer de tensão tamanha a expressão do dançarino. Ao final da musica voltamos a respirar e a aplaudir com gosto.
Na saída uma agradável surpresa, Verônica e eu fomos presenteadas com um leque dado pelo nosso guia lusitano. Seguimos em turma para jantar, com um casal argentino e um casal brazuca paramos num restaurante e, para atender o grupo foram pedidos vários pratos em porção “família”. Salada, carne e batatas, frutos do mar. Acho que foi a melhor refeição de toda a viagem! E com bom papo! E com mais gentileza: os cavalheiros não nos deixaram pagar. Seguimos ate o rio Guadalquivir, pegamos um taxi, e tomamos um “cortado” para fechar la noche.
GRANADA
Dia seguinte, partida para Granada. Chegamos ao Alhambra, que se pronuncia Alambra, em "a Vermelha”, um complexo palaciano e fortaleza (alcazar ou al-Ksar) que alojava o monarca da Dinastia Nasrida e a corte do Reino de Granada. O seu verdadeiro atrativo são os interiores que exibem os mais famosos elementos da arquitetura islâmica no país.
Juntamente com os vizinhos Generalife, uma villa que inclui extensos jardins e hortas, e o bairro do Albaicín, constitui o sítio inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO "Alhambra, Generalife e Albaicín, Granada".
A entrada no complexo tem hora marcada e não se deve atrasar pois são muitos grupos. Acompanhamos a guia que usa um microfone enquanto nós recebemos sintonizador de freqüência e um fone para ouvi-la, assim não precisamos segui-la o tempo todo e ela não precisa gritar.
São ao todo sete palácios simples por fora e adornados por dentro, premissa da arquitetura Islâmica também chamada de “arquitetura velada”, porque sua beleza artística não raro se esconde nos espaços interiores dos edifícios, como nos pátios, ocultando-se aos olhos do observador externo. Por outro lado, o uso de formas majestosas, tais como grandes abóbadas e minaretes elevados, pretende transmitir energia e alardear o poder e a cultura muçulmanas.
Os ornamentos interiores, criados em cores e texturas variadas, variam desde pinturas, azulejos, mosaicos, formas geométricas repetitivas - arabesco - e caligrafias com o nome de Alá cravadas em materiais diversos. À estes ornamentos são combinados elementos naturais – Luz, Água e Vegetação.
As formas são abstratas pois na religião islâmica não se ousa copiar a natureza.
O complexo de palácios era considerado um oasis na terra e as construções eram inicialmente fechadas, voltadas para o interior. Posteriormente, com a presença ocidental foram executadas aberturas, janelas, balcões e jardins.
A água e um bem precioso pois simboliza a vida e esta presente por toda parte alem de propiciar conforto térmico. Uma praça central com estatuas de animais tem sulcos no piso por onde corre água adentrando quartos e refrescando os ambientes revestidos de mármore.
Após o passeio palaciano decidimos visitar a cidade.
Pegamos um microônibus que desce ate o centro passando por ruas estreitas e inclinadas que mais pareciam um beco sem saída, nada muito regular. Tinha um quê de Santa Tereza no Rio de Janeiro...
Compramos chip para celular e cartão de memória para maquina fotográfica, almoçamos um lanche e tomamos um café com leite e um docinho numa pequena e charmosa doceria, chamada pasteleria. Seguimos a pé e adentramos uma loja de regalos típicos cujo dono era iraquiano. Enquanto conversávamos ele pergunta se somos de Portugal e respondemos que somos de terras brasileiras, ao que ouvimos em resposta o nosso português ser muita mais compreensível do que o lusitano.
Compramos uma lanterna turca com mosaicos cujo efeito sob a luz e muito agradável.
Voltamos ao hotel para um banho e saída para apresentação de Flamenco Cigano no bairro de Albaicin. Esta apresentação era numa “caverna”, um corredor com teto curvo co cadeiras dos dois lados onde se acomodavam os turistas ao longo de uma passarela para os dançarinos.
Musica ao vivo, voz e violão fortes e emocionantes. Seguimos para um breve passeio no Mirante San Nicolas com vista para o Alhambra iluminado.
Voltamos ao hotel na parte alta da cidade, ao lado do complexo palaciano com fome. Era meia-noite, bar do hotel fechando e restaurantes próximos fechados. Bobeamos, devíamos ter descido no centro. Chamamos um taxi, descemos e comemos um kebab salvador da pátria! E perguntam se somos de Portugal e Italia.
ALICANTE E VALÊNCIA
Dia seguinte, café da manha generoso, nos despedimos do casal Mexicano e Equatoriense que seguiriam em outra direção.
Ao sair do hotel cumprimento um senhor com Hola! e ele pensa que sou espanhola... Digo que sou do Brasil e ele vibra com o futebol.
Seguimos em ônibus para Valencia com parada em Alicante com a guia Cristina, uma Brasileira que mora na Espanha há 23 anos. Passamos por Murcia, cidade que nomeia comunidade homônima, mesmo caso de Madrid. E passamos por Almeria, com paisagem semi-arida onde eram gravados filmes de faroeste – far west e Guerra nas Estrelas.
Parada em Alicante para almoço, andamos no calçadão, comemos uma tradicional Paella Alicantina com frango e frutos do mar e ainda deu tempo de tirar umas fotos da praia e simbora. Confesso que não vou olha para outra paella por um bomtempo... Passeio relâmpago e de volta ao ônibus. Era dia das mães, escrevi um parabéns para a mamma, tirei foto e mandei via zapzap! Como uns cookies de chocolate e começo a me sentir pesada, com um certo desconforto, penso que comi demais.
Chegamos em Valência, hotel moderno, o mais bonito da viagem, Hotel Tryp, com um banheiro maravilhoso que merece ate comentário, com pia em mármore avermelhado e descobri que pode ser mármore alicantino. Piso e paredes revestidos em porcelanato com mesmo acabamento, era um mar alaranjado de tão bonito e espaçoso, mereceu ate foto. Mas, não fiquei so na foto... desfrutei do banheiro lindamente... Deitei e não me sentia bem, tomei luftal e nada... comecei a suar e fui ao dito cujo “reinar” no vaso. Pensei que estava melhor. Ao levantar para sair do banheiro levo três segundos para voltar e colocar tudo pra fora, desta vez com movimentos peristálticos indesejados e incontroláveis. Menos mal, o mal estava saindo de mim... mas estava fraca e com calafrios. Por sorte havia colocado no kit remédios o famoso Imosec, tomei um e me senti um pouco melhor. Mais tarde descemos para um lanche e tomeis 3 cocas-colas e um pão com manteiga. Me sentia feliz, estava com vontade de beber e me reidratando ao mesmo tempo. Ledo engano... as duas da manha La vou eu para o trono de novo colocar tudo pra fora batizando todo o banheiro. Por sorte dei uma limpada classuda para minha colega de viagem senão a viagem acabava ali! Mais um Imosec e comecei a melhorar.
The Day after, café da manha saborosíssimo em Valência com chá, pão e um bocadito de mantequilla e caminhada até a Ciudade de lãs Ciencias y las Artes ao lado do hotel.
Projetado pelo arquiteto valenciano Santiago Calatrava - quem é arquiteto conhece – o complexo apresenta formas e estruturas distintas, complexas e fascinantes dispostas em vários prédios separados por longos espelhos d´água que promovem leveza visual.
BARCELONA
Seguimos a caminho de Barcelona com parada na estrada para almoço de macarrão sem molho, isotônico e maçã... que rico...
Chegamos em Barcelona pela avenida Diagonal, ampla, com canteiro central gramado sob metro de superfície. Descemos no hotel Sagrada Familia, antigo, com quarto pequeno e banheiro com porta de vidro jateado. Parece motel.
Pegamos um taxi ate o bairro La Barceloneta, ao lado da praia na área da cidade velha. Seguimos pelo calçadão com vento gelado, a temperatura começava a mudar, muitas pessoas caminhando, correndo, patinando e brincando com cachorros na praia. Ao final do calçadão, após passar por vários clubes de natação, avistamos o hotel W Barcelona, que parece uma vela de barco e tem localização excepcional com vista panorâmica da cidade e do mar. Ao lado um pequeno shopping com a famosa loja Desigual bombando com som alto e roupas modernas e bolsas descoladas com estampas coloridas. Essa loja esta em todo lugar!
Na volta paramos num mercadinho para mais maçã e isotônico e jantamos no El Rei de La Gamba, o rei do camarão, numa avenida turística paralela a praia com os maitres fazendo propaganda na rua, e o restaurante estava cheio de gringos, como nosotros. Apesar do nome sugestivo encaro uma sopa de frango bem parecida com a nossa canja e corre tudo bem.
No dia seguinte, após o café da manha esperando o elevador escuto uma camareira falando português e descubro que ela é de Rondônia.
Passeamos pela cidade velha, Plaça Del Rei, bairro gótico judeu, vemos alunos pré-primarios caminhando em fila e paramos numa praça com crianças jogando bola no intervalo da escola,e as construções que circundam este pátio tem marcas nas fachadas, que viemos a saber se tratarem de tiros da Revolução Espanhola. Passamos pela Catedral de Barcelona, em estilo gótico e com patio central com espelho d´água e patos, isso mesmo, patos!
Do lado de fora muitos turistas e um violonista tocando La bamba ou algo parecido.
Passamos pelo porto de La Barceloneta, passamos pela vila olímpica e subimos para o Montjuic, o monte dos judeus, avistando o estádio olímpico, palco dos jogos de 92. Descemos para uma vista geral da cidade num trecho em que a inclinação da rua é de aproximadamente 45°, difícil ate para caminhar, tem ficar atento.
Descemos para a cidade passando pela Plaza de Toros e seguimos ate a Plaza Cataluña, esta sendo o ponto central da cidade. Encontramos minha amiga Ana que mora há dez anos na cidade que nos leva para almoçar no restaurante La Luna, numa travessa discreta próxima a avenida conhecida como La Rambla.
Temos uma refeição classuda com Cava, um espumante típico espanhol, entrada, prato principal e sobremesa; um garçon muito simpático e a Ana fala com ele em Catalão, algo incompreensível com referencias francesas. Após um bom rango e papo nos despedimos e seguimos adelante para uma parada no El Corte Ingles, a maior rede de loja de departamentos por toda a Espanha, e eis que encontro uma vendedora brasileira que reconhece nosso português, a Carmen, de Minas Gerais que mora na Espanha a 40 anos.
Andamos pela Rambla, passeamos numa perfumaria antiga e somos atendidas por uma rapaza jovem, bonito e atencioso, quer mais? E Veronica arremata um espelho de aumento para maquiagem. Seguimos na Rambla e entramos numa loja de souvenirs com vendedor indiano que quando fica sabendo que somos do Brasil elogia, fala português e quer “fazer amizade”... Avistamos La Boqueria, um mercado de parada obrigatória onde se vende peixe, burritos, jamón,empanadas, frutos do mar, frutas e chocolate, uma loucura. Como era final de tarde as empanadas estavam em promoção, pague duas e leve três, bonitas, coloridas. Como uma empanada, depois uma salada de fruta com uma fatia de Pitais que simplesmente não tem gosto de nada. Bonita mas ordinária.... Não resisto e compro uns chocolates e comemos com um “cortado” numa lanchonete ao lado.


Seguimos até o metro Sagrada Familia, onde supostamente era nosso hotel, ao menos no voucher, mas mudou. Ao sair do subterrâneo e olhar para trás me deparo com a magnificência de Catedral de Gaudi sob a luz do crepúsculo. Tiramos algumas fotos, pegamos um taxi e chegamos ao descanso.
Pela manha chegamos de metro a Sagrada Familia, com hora marcada para entrada, visita a uma das torres e tour guiado, tudo comprado pela internet pela visionaria Veronica. A vista interior impressiona pela luz que passa através dos vitrais multicoloridos. Ângulos infinitos e belas imagens internas assim como na subida da torre através de uma escada estreita e vistas da obra em constante reforma. Descida por outra escada circular estreita que dava uma bela tontura... Logo após, visita guiada onde somos informados de que Gaudi executou apenas a fachada lateral e quatro torres. Todo o restante foi construído após sua morte e o interior difere do exterior pois foi projetado por outro arquiteto.

Saindo da visita colossal da Sagrada Familia almoçamos um kebab no Rei de Istambul e seguimos para ver obras do arquitecto catalão Antoni Gaudí Casa Batlló e Casa Milá.
A casa fica na avenida Paseo de Grácia, num bairro modernista de Barcelona, e foi construída em período 1875 e reformada entre 1904 e 1906 a pedido do industrial José Batlló Casanovas.
A fachada principal capta a atenção do espectador com os inúmeros detalhes e as originais ondulações do telhado e dos balcões, que parecem brotar da parede plana.Em Barcelona, a casa é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores, que se assemelham a um crânio.A reforma do local fez com que a casa se tornasse única, recebendo visitas de turistas do mundo inteiro.
A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, foi projetada por Gaudi e construída entre os anos 1905 e 1907. Está situada no número 92 do Passeig de Gràcia (passeig é catalão para "promenade" ou "avenida") no bairro Eixample de Barcelona. Foi construída para Roger Segimon de Milà e hoje éparte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí.´
O edifício não possui quaisquer linhas retas e a maioria das pessoas considera-o magnífico e arrebatador; parece desafiar o nosso conceito de arquitetura convencional. O edifício pode ser considerado mais uma escultura do que um edifício convencional. Os críticos salientam a ausência de preocupação com a utilidade, mas outros consideram-no como arte. Os habitantes da cidade da alta consideravam-no feio, daí a alcunha de "pedreira", que hoje em dia é um dos marcos da cidade.
Infelizmente estava em reforma e tinha uma tela imitando o prédio em toda a fachada; sendo assim, não tirei fotos.
Seguimos para o Parc Guell de ônibus e descemos num ponto com uma bela subida para o parque, passando por lojas que distraiam um pouco.
Curioso que a idéia que tinha do parque era de um pátio e uma escadaria famosa onde todos tiram fotos, e pensava que essa área era muito grande. No final das contas a área e pequena e fica na saída do parque!
O Parque Güell é um grande parque urbano com elementos arquitetónicos situado no distrito de Gràcia da cidade de Barcelona. Originalmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo arquiteto Antoni Gaudí, por encomenda do empresário Eusebi Güell. O parque foi concebido por Güell e Gaudí como um conjunto estruturado onde, dentro de um incomparável quadro de beleza natural, se situariam habitações de luxo, com todos os progressos tecnológicos da época e acabamentos de grande qualidade artística. Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um fracasso comercial e foi vendido ao Município de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado como parque público em 1926. Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, incluído no sítio Obras de Antoni Gaudí.No recinto do parque, numa casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, funciona desde 1963 a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objetos pessoais e obras de Gaudí e de alguns dos seus colaboradores.
O Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí; pertence à sua etapa naturalista (década de 1900), período no qual o arquiteto catalão aperfeiçoou o seu estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental; partindo de um certo barroquismo, as suas obras adquirem grande riqueza estrutural, de formas e volumes desprovidos de rigidez racionalista ou de qualquer premissa clássica.
No entanto, o parque apresenta uma mistura de elementos de diferentes estilos (românico, barroco, dórico, pré-romano, etc.) que remete para as suas primeiras obras.Uma das características mais marcantes do Parque Güell é o contraste entre as texturas e cores dos diferentes materiais de construção (cerâmica brilhante e multicolorida versus pedra rústica castanha), tão apreciado pelos arquitetos do modernismo catalão.

E agora....DICAS DE PORTUÑOL para a sua viagem! E o correto ao lado...
Estoy lueca (estoy loca)
Cueca cuela (coca cola)
Cueca ziero (coca zero)
Sorviete de muerango (helado de fresa)
Buelsa (bolsa)
Pelo no saco (cabelo no paletó)
Cara de palo (cara de pau)
Tuero (touro)
Troeco (cambio)
Cuestas (espaldas)
http://cozinhafesteira.blogspot.com.br/2011/02/o-que-sao-tapas.html
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3209958143041102733#allposts
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madrid
http://umbrasileironaespanha.wordpress.com/2012/04/18/pontes-de-madrid/
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Endoi”drando-se”
O que não e o mundo virtual...
Acabo de me tornar - tardiamente devo confessar – a mais nova usuária do sistema Android. Ate então possuía um smartphone, ao que parece não tão “smart”... cujo sistema operacional não sei qual era.
O que sei é que o que me levou a procurar um aparelho e mais atual foi uma pequena falha operacional humana.
Outro dia instalei o programa whatsapp no smart – quantos termos americans - e surgiram símbolos na tela que nunca havia visto antes, e eles não desapareciam. Fiquei preocupada e apertei tudo quanto e tecla, mexi em configurações que nao devia, e finalmente consegui desinstalar o dito cujo. A partir desse momento o acesso a internet não era possível por questões de configurações.
Fui a uma loja Nokia, a operadora e ninguém conseguiu resolver a questão.
Daí cogitei um pulo para o mundo Androidiano... era inevitável. Pesquisei e curti um modelito em conta e pequeno, mais do que suficiente para minhas necessidades.
E não é que meu pai, em vias de trocar de aparelho tinha o modelo desejado em mãos? Acabei ganhando o bonitinho e estou em fase de descoberta há uma semana. E não e que da pra perder um tempo com o bichinho nas mãos?
Que o digam os colegas de trabalho que vira e mexe alisam as telinhas, fuçam a vida alheia ou falam entre sim como se estivessem num transe e nada mais existisse.
O celular promove a ignorância social! Ao menos é o que vejo diariamente em meu local de trabalho.
As pessoas dedicam mais atenção a uma tela de polegadas do que as pessoas a sua volta. Chegam no trabalho, cumprimentam as pessoas e elas não respondem, nem levantam o olhar ou, se levantam, é um olhar de espreita, de apreensão. A que ponto chegamos? Foram criados escravos do acesso a tudo ao mesmo tempo agora, e para que? Com que importância? Muito disso e apenas passa tempo e curiosidade. A real utilidade do tempo despendido no acesso virtual e questionável, em minha opinião. E possível descobrir e se informar sobre assuntos infinitos mas como dimensionar e fazer bom uso desse tempo? Eis a questão.
Acabo de me tornar - tardiamente devo confessar – a mais nova usuária do sistema Android. Ate então possuía um smartphone, ao que parece não tão “smart”... cujo sistema operacional não sei qual era.
O que sei é que o que me levou a procurar um aparelho e mais atual foi uma pequena falha operacional humana.
Outro dia instalei o programa whatsapp no smart – quantos termos americans - e surgiram símbolos na tela que nunca havia visto antes, e eles não desapareciam. Fiquei preocupada e apertei tudo quanto e tecla, mexi em configurações que nao devia, e finalmente consegui desinstalar o dito cujo. A partir desse momento o acesso a internet não era possível por questões de configurações.
Fui a uma loja Nokia, a operadora e ninguém conseguiu resolver a questão.
Daí cogitei um pulo para o mundo Androidiano... era inevitável. Pesquisei e curti um modelito em conta e pequeno, mais do que suficiente para minhas necessidades.
E não é que meu pai, em vias de trocar de aparelho tinha o modelo desejado em mãos? Acabei ganhando o bonitinho e estou em fase de descoberta há uma semana. E não e que da pra perder um tempo com o bichinho nas mãos?
Que o digam os colegas de trabalho que vira e mexe alisam as telinhas, fuçam a vida alheia ou falam entre sim como se estivessem num transe e nada mais existisse.
O celular promove a ignorância social! Ao menos é o que vejo diariamente em meu local de trabalho.
As pessoas dedicam mais atenção a uma tela de polegadas do que as pessoas a sua volta. Chegam no trabalho, cumprimentam as pessoas e elas não respondem, nem levantam o olhar ou, se levantam, é um olhar de espreita, de apreensão. A que ponto chegamos? Foram criados escravos do acesso a tudo ao mesmo tempo agora, e para que? Com que importância? Muito disso e apenas passa tempo e curiosidade. A real utilidade do tempo despendido no acesso virtual e questionável, em minha opinião. E possível descobrir e se informar sobre assuntos infinitos mas como dimensionar e fazer bom uso desse tempo? Eis a questão.
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