Profile

Minha foto
sao paulo, sao paulo, Brazil

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ecumenical International Marriage

No final do ano passado entrei em contato com uma amiga de longa data, a Tamara. Nosso contato era basicamente ligado ao esporte. Praticavamos no mesmo clube, esportes diferentes, mas nos encontravamos em Macabiadas, jogos entre clubes judaicos, e era só farra. Bom, vida vai, vida vem, e como Nelson Pagodinho "deixa a vida me levar", eis que minha prima, que tambem "esportava" e esta morando na Australia, contatou a Tamara e assim a encontrei. Papo vai, papo vem, ele ma conta que se casa em abril e gostaria de fazer um casamento misto ja que a familia dela e judia e a familia do noivo portestante. Contatos a parte ela encontra o Claudio Goldman que celebraria a cerimônia, apesar da data cair no meio da Páscoa judaica. Mas antes da fiesta, tinha o cha de cozinha – ou despedida de solteira talvez. Foi na casa dos pais dela, a noiva toda paramentada de gueixa, com o rosto todo branco, boquinha vermelha, quimono de seda, peruca, faixa na cintura com laçarote atras, meias ate o joelho e tamanco de madeira! Uma graça. Um charme só! A festa era comer e beber, alias bebi Pimm´s um drink inglês servido com frutas e soda. Muito bom por sinal Ainda preciso descobrir o que e isso. Muitas convivas, a maioria after 40´s e uma minoria around 30´s. Após beber e comer a lot fomos ao que interessa. A noiva, sentada no trono, uma poltrona no meio da sala, rodeada por presentes mil. Tudo para cozinha. E ela tinha que adivinhar o que era em troca de não pagar uma prenda. Ah, esqueci de comentar que a sala estava toda decorada com grandes leques com motivos japoneses, assim como um varal improvisado que cruzava o ambiente com pequenas luminárias de papel de seda intercaladas com calcinhas bem-humoradas. Veremlha toda de frufrus, rosa com um coração de cetim costurado no derriere, preta básica, esportiva com desenhos e por ai vai. Well, back to the party..... as prendas foram escritas pelas convivas e a mais interessante foi vestir uma das calçolas por cima da roupa. Detalhe: a "gueixa" tinha uma almofada para simular o derriere então ficou uma graça. Após o primeiro round fomos aos docinhos. Uma mesa linda decorada com um bolo em formato de chaleira japonesa! Isso mesmo! Ficávamos observando a tal chaleira como decoração e ate descobrir que "aquilo" era um bolo demorou. É daqueles bolos de pasta americana que mais parece um papel mache e para tanto a massa e grossa e na hora de cortar o dito cujo foi necessário recorrer a certa violência, ou melhor, força. Fotos mil, doces mil, inclusice um chocolate em formato de chicara e pires recheado com um mousse. Coisa mais rica! Voltamos ao momento vexame mas foi tudo bem sem baixarias. Nem precisa neh. O lance era se divertir. Bom, me perparando para ir embora contei que ia dançar uma salsa, habito que tenho aos domingos e não e que as meninas seanimaram e falaram: "vamos com você" ao que disse: "então v ala tirar a maquiagem" mas ele foi assim mesmo! Tirou o kimono e ficou com o vestido preto básico que usava por baixo. Tirou as tamancas e colocou uma sandália tipo melissa, colocou a faixa com laçarote rosa sobre o vestido e assim foi. De peruca e rosto branquinho branquinho. Que espirituosidade nota dez! E que vexame! Ao chegar no "baile" o pvo olhando, estranhando. Aos poucos fui contando aos amigos a historia da despedida de solteira, tomamos uns saques, a gueixa rodopiou no salão e fez o maior sucesso! E fechamos a noite com chave de ouro! Na semana seguinte era o casório religioso. Passei a véspera com febre e dor de garganta mas não queria faltar a comemoração tão esperada. Um antibiótico me botou de pe e assim fui. Chegando ao salão, cadeiras arrumadas ao longo do tapete vermelho que seguia para o altar. Muitos gringos, gente de todo o mundo estava lá, afinal os pais dos noivos eram estrangeiros que adotaram o Brasil para morar e já haviam rodado o mundo. Os convivas vinham de Austrália, Inglaterra, Alemanha, argentina e estados unidos, ao que me recordo. A cerimônia ecumênica pois a família da noiva e judia e do noivo protestante, foi celebrada lindamente pela prima do noivo, pastora, e por um chazan representando o lado judaico da noiva. Além de ecumênica, bilíngüe a cerimônia. Ou trilingue! Inglês, português e hebraico! Belíssimo! Depois aguardamos no salão ao lado enquanto reorganizavam as mesas e cadeiras para o jantar festa dançante. De volta ao salão de cerimônia-agora-festa, um belo jantar e logo depois vários discursos de padrinhos, irmãs e tios e amigos em inglês-portugues com tradução noa tão simultânea mas dava pra entender rir e se emocionar. Muito carinhosa demonstração de gratidão pela presença de todos. Muita dança e la pela uma da manha uma surpresa adentra a pista de dança. O “sambatronic” um grupo de percussão vestido de roupa branca e colete de lantejoulas vermelho batucando ao som do dj. Essa e nova para moi. Não conhecia! De quebra os batuqueiros ainda tinha uma lanterninha na tesa dano um efeito curioso ao evento. E caímos no samba. E que samba! Os gringos curtindo junto com a galera até chegar no sambão de verdade com sucessos de escolas de samba do passado. Muito bom! E no dia seguinte ainda teve mais! Os noivos convidaram para um almoço no Bar dês Arts às duas da tarde. Cheguei as quatro só pra dar um oi e de quebra ainda teve convite para ir jantar na casa dos pais da noiva. Coisa informal pois sobraram comidas do jantar pré-casamento servido na semana. E o melhor de tudo foi encontrar a noiva, que na via há mais de dez anos, e parecer que havia falado ainda ontem. Uma pessoa agradável, sem frescuras, o que me deixou a vontade para brinca re me relacionar com todos numa sensação festiva de grande intensidade. Afinal ela reunira pessoas de décadas e paises diferentes! Não e todo dia que acontece uma celebração desse tipo. Me senti privilegiada e extasiada pela oportunidade de conviver com pessoas de um outro mundo, um mundo distante, de outra língua e cultura. What a feeling! I felt I belong!

Nenhum comentário: