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terça-feira, 28 de abril de 2009

O Rio de Janeiro continua lindo.....


Pois é, pois é...... e Gil já cantava...Feriado de Tiradentes, 21 de abril, fui visitar a "cidade maravilhosa". Já havia estado por lá outras vezes, então agora tinha uma "lista de desejos" a cumprir, lugares a conhecer, mas, viajando numa democracia de quatro indivíduos, era necessário atender um pouco do desejo de cada um. E foi o que fizemos. Chegando na madruga de sábado descobrimos o hotel estrategicamente localizado ao lado, literalmente - da entrada do Morro do Cantagalo em Copacabana - princesinha do mar. É encantador como o Rio ja foi cantado, declamado, pintado. A todo momento me vem a cabeça uma referencia musical dessa baia de Guanabara. E pra começar nosso final de semana estendido por conta da inconfidência fomos a Praia de Ipanema.
Ficamos no cantinho da praia, perto do arpoador, "alugamos" cadeiras e gaurda-sol a R$ 3,00 cada "peça" e passamos uma horinha por la. E de repente fomos presenteados com meia dúzia de caças - sim, aviões de defesa mesmo! - passeando por la; na verdade fazendo a maior algazarra pois o som dos motores é estupidamente ensurdecedor e ao mesmo tempo impressionante. Almoçamos num restaurante "á" kilo - porque dizemos "por kilo" em São Paulo, alguém sabe? Well, batemos perna por Copa e a la noche o programa era conhecer o Rio Scenarium, no bairro da Lapa. Em contato com um amigo local, fui informada que seria prudente chegar cedo - antes das 2200hs - e foi o que fizemos. Mas de nada adiantou pois a fila para entrada na casa era kilometrica, sem chance. Caminhamos de volta a rua Mem de Sá e optamos por um bar dos menos cheios e simpático. Ero o Barbieri, com um pequeno mezanino onde quase se encostava a cabeça no teto, mas com atendimento muito bom, caldinho de feijão "bem" cremoso - que quase parecia um creme, mas tava bom pacas -uma caipirinha de saque light e um "escondidinho" maravilhoso. Recomendo!No dia seguinte, domingão, o plano era visitar o Jardim Botânico e almoçar num restaurante por la. Como a fila de entrada do estacionamento era longa e demorada, abortamos a missão e partimos para o plano B.
Mas curiosamente, antes de chegar ao Botânico, paramos sem querer, no Parque Laje, o que foi uma grata surpresa, um pequeno grande jardim com parquinho, varias crianças e uma vegetação tão exuberante quanto ao jardim vizinho. Saindo de lá partimos para o almoço num lugar charmosinho chamado "Delicia Carioca" em Ipanema um restaurante estilo self-service com combinações de saladas interessantes como banana com granola e iogurte por exemplo. Depois do almoço light fomos tomar um sorvetinho na tradicional sorveteria Chaica, lá por perto. Um salão retangular preto decorado com espelhos e iluminação multicolorida, fazendo alusão a uma discoteca dos anos 80. Apesar disso a freqüência era bem variada: uma mesa de uma senhora aniversariante e suas convivas, casais de meia idade, pais e filhos e por ai vai. Pena que a tradição da casa me trouxe um mixuruca sundae que pedi porque o povo resolveu sentar nas mesas la dentro. Por mim tomava um sorvete no balcão mesmo, de pé e feliz. Coisas de saídas em grupo.... Bom, depois dessa "delicia" (sic) gelada partimos para um cineminha, isso mesmo, fomos ao cine em pleno Rio de Janeiro! Pode uma coisa dessas? Pois eh! Pode! E la vem meu poder de adaptação a tona novamente.... primeiro um sundae meia-boca, depois um cine no Rio mas vamos la..... Era estreia de um filme brazuca chamado Divã, e nao e que valeu a pena? Muito bom, audio bom, roteiro bom, atores bons! Ha tempos nao via um filme que valesse a pena. E deu pra dar boas risadas, apesar de ser um drama. So um porem que acontece em qualquer cinema da face da terra: o famoso "ar-refrigerado".... ou seja, leve sempre uma mantinha, mesmo que esteja na cidade maravilhosa por que o ar vai pegar! Valeu a pena ter levado uma camisa para usar por cima do shortinho e da sandalinha...brrrr. Depois do cine um merecido barzinho "Garota de Ipanema" com direito a picanha e complementos. Voltamos a pe para o hotel, tirando fotos ao longo da Av. Vieira Souto. Dia seguinte, segunda, meio de feriado, dia util em todo o pais, andando pela Nossa Sra de Copacabana notava-se alguns caminhando para o trabalho e outros para a praia. Que dureza encarar uma dessas no meio de feriado. Morar no Rio tem disso, turistas ou feriadistas a todo e qualquer momento.

Depois fomos passear no centro, lugar belíssimo, arquitetura encantadora, ruas estreitas, casas coladas uma ao lado da outra, a porta das casas da direto para a rua. Se não olhar para cima nem se percebe a beleza historico-arquitetônica a sua volta. Chegamos ao destino: Confeitaria Colombo, um lugar encantador, tradicionalíssima casa de chás com salão espelhado, garçons com avental preto e branco, estantes altas, forradas com espelhos, lustres enormes e doces maravilhosos.
Enfim, fotos para tudo quanto é lado, desde o piso de ladrilho hidráulico até o mezanino com guarda-corpo de ferro todo trabalhado. Saindo da confeitaria caminhamos ate os arcos da Lapa passando por uma loja de moveis antigos e lustres de tudo quanto e decada. Comprava meus moveis por lá com certeza! A la noche jantar japonês num restô no shopping Botafogo com vista para o mar. Vista encantadora mas o ar-refrigerado estava la e foi cruel..... Na volta, caminhado na praia de Copa, passeamos por uma feirinha de bugigangas mil, gostos ouvir sotaque de alemães e ingleses, uma delicia.
Terça de manha, véspera de partida acordei cedo e fui caminhar na Av. Atlantica. Era como se fosse caminhar no parque em Sao Paulo e La estava eu, no meio do povo, me sentindo parte daquilo, vendo todo tipo de gente andando, correndo, passeando, jogando volei e futebol na praia. E o melhor de tudo era o tempo nublado, que permitia uma caminhada refrescante, que logo se tornaria um diluvio andante. Marquei meu tempo de saida e de volta pois deveria estar de volta ao hotel com a mala prontas as 1100hs. No que bato meia-volta começa a chover um pouco. Me abrigo num posto de gasolina no meio da avenida. A chuva diminui, saio anadando. A chuva volta torrencial, meu tempo estava curto, e nao sabia exatamente o quanto tinha andado. Tinha que chegar a tempo, e assim fui, tomando aquela chuva gostosa, ensopando a roupa e o tenis, ja nao havia mais o que fazer, mas fazer parte daquilo. E a rua do hotel que nao chegava nunca! Tinha perdido a noçao do quanto caminhara. Ate que enfim cheguei, molhadinha, direto pro banho e para arrumar as malas enquanto o pessoal ia tomar um café. Foi a conta certa! Saimos direto para o Distrito Naval, visitar o navio-museu Riachuelo e depois para a estrada. What a trip!

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