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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Encontro

Semana passada conheci um rapaz no casamento de uma amiga. E não é que começamos a conversar e ele começou a me encantar? Fora o belo par de olhos azuis adornados por longos cílios que pareciam esculpidos com curvex, tinha muita historia pra contar. E começou me cativando contando sobre sua ida a Grécia, aos dezoito anos, atrás de uma namorada que conheceu por aqui. Papo vai, papo vem, papo gostoso, inteligente, às vezes desafiador e surpreendente rendeu uma troca de atenção mútua, da qual varias vezes me desviava por timidez. Mas logo voltava o olhar e buscava atenção novamente. Uma medida da qual não sabia a dose, mas sabia que a queria. Após algum tempo ele iria embora pois veio acompanhando um amigo dos noivos. Ao que eles partiam, iriam ao local onde costumo dançar aos finais de semana e, naquele dia uma amiga comemorava o aniversário no mesmo local. Ótima desculpa para deixar o casamento e partir em direção ao baile. O desejo me guiava. Parti sem muita explicação, mas com vontade. Isso era fato! Vontade de experimentar algo novo, e algo me atraia fortemente nessa direção. Lá chegando fui cumprimentando os amigos e apresentando o Fabio. Comecei a lhe ensinar alguns passos de dança, um pouco sem jeito eu, e ele ate que se virava bem. Saia um pouco e voltava. Também queria mostrar que sabia dançar e conseqüentemente, seduzir. Ficamos tentando os passos que aos poucos saiam. E num dessas passos eis que a volta de um giro resultou em um beijo. Um beijo natural, no tempo certo, suave, agradável e carinhoso. Depois, mais um pouco de beijo. Depois sentei com uns amigos, ele foi ao toallete e na volta abaixou, beijei sua bochecha e ele beijou minha boa. Na saída, nosso amigo comum e cúmplice, o Cesar, atende o telefone - era a namorada - e para distrair, mais beijos. Ao lado do carro, antes de partir, mais beijo e uma vontade de não largar mais. Nesse meio tempo, ainda dançando me pediu o telefone, ao que lhe ofereci meu cartão de visitas. Passei a segunda feira feliz da vida e ansiosa por um contato. Quando será que o faria? E qual não foi minha surpresa, ao final da tarde desse mesmo dia receber uma mensagem por celular que dizia: "aposto que pensou que levaria uma semana para entrar em contato, se o fizesse!". Parei! Feliz! Que gostoso! Que delicia! Caprichei na resposta:"Que delicia receber sua mensagem a caminho de casa. Saiba que ganhastes uma estrelinha de premio!"

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