Hoje de manha soube que minha tia faleceu. A Maria Luiza, na verdade prima da minha mae, morava em S. J. do Rio Preto a mais de 25 anos, era uma lutadora, guerreira. Durona e dura na queda, de perfil forte, sem rodeios, direta, assertiva, pontual e ao mesmo tempo sensivel, perceptiva. Essa era a Isa que conheci e que muito me ajudou a crescer. Em varios sentidos. Era uma "tia" com T maiusculo. Separou-se do marido com os filhos pequenos e criou os dois homens incriveis: Uriel e Eliau. Criei o habito de visita-la uma ou duas vezes por ano. Ir para o "interior" me fazia um bem... Ficar com pessoas que levam uma vida de ritmo diferente, raciocinio diferente, relaçoes diferentes, mais proximas, mais simples e honestas, sem esperar nada em troca. Lembro que certa vez passei o final de ano por la, o jantar era na casa da vizinha da frente. Estavamos eu e minha irma encontrando pessoas pela primeira vez e, no meio de uma conversa um convite para visitar a fazenda de alguem! Onde em sao paulo ocorreria um convite desses? Impensavel! Assim, de sopetao! Tamanha a entrega entre as pessoas. Encantador. Algo que muito me cativa, o contato entre as pessoas, livre de pré-julgamentos e desconfiança de quem vive numa cidade como Sao Paulo. Encerra-seum ciclo, mas o aprendizado com ela permanece. Obrigada Isa.
Dias depois um amigo dela manda email com o seguinte poema:
DESPEDIDA PARA UMA AMIGA
E quando o amanhã chegar,E aquela porta eu abrir
Tu, no lugar não vais estar
Mas tua presença vou sentir
Todos momentos guardaremos
Deixa cair essa lágrima contida
Pelo bom passado que já vivemos
Nossa vida, teve pequenos nadas
E, um ou outro momento importante
Dados por sentimentos que não eram fadas
Que nos deixaram esta amizade cintilante

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